sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Deixei de buscar a explicação que não vem.
Deixei de esperar por uma compreensão racional e passei a aceitar a saudade.
Não uma aceitação acomodada, paralisada por uma dor, mas uma aceitação espiritual de que a morte é parte da vida: não seu fim.
Uma aceitação de que matéria é parte da vida, e não a vida em si.
Uma aceitação de que posso ter dúvidas, de que posso questionar, de que posso amanhecer em raiva – dia ou outro – por não querer aceitar. Mas que também posso voltar ao centro de mim e agradecer pelo tempo em que foi presença, em que foi amiga, em que foi a irmã.
Há sete anos que trabalho em mim essa perda. E há sete anos percebo que memórias e intuições me ajudam a percorrer o caminho. Eu não estive sozinha. Eu nunca perdi você. Eu nunca deixei de te ter bem próxima, bem dentro de mim.

Sou 1/3 a menos do que um dia fui, mas experimento, no correr da vida, a certeza de estar crescendo em saudade, gratidão e fé. 

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