domingo, 25 de outubro de 2015

A bananeira

Há meses acompanhamos seu crescimento. As folhas que secavam e caiam - e como se enroscavam quando secas no chão. O primeiro cacho, o umbigo, as bananas verdes bem pequenas e as bananeiras pequetitas que começaram surgir ao redor, cada uma em seu tempo, enquanto a bananeira-mãe ia crescendo, ganhando poder, deixando suas bananas verdes crescerem ainda mais.
A expectativa pela cor amarela. 
Incrível a perfeição, delicadeza e 'instinto' de proteção e sobrevivência da natureza. Tudo perfeitamente calculado. Feito para durar.
Mas então, de um dia para o outro, de fora, vem alguém e decide fazer com que o cenário fique mais bonito, podando as bananeiras pequenas e tirando as folhas secas que ainda estavam no pé. 
Surpresa: era do jeito que tinha que ser.
Ao arrancar o que parecia "imperfeito", a bananeira perdeu o que a permitia equilibrar-se lá em cima. Perdeu a arquitetura de sustentação. E, antes mesmo que pudéssemos ver as frutas amadurecerem, caiu no chão. 


Precisamos entender, respeitar e aguardar o tempo de ser das coisas. 
As imperfeições, às vezes, são os que nos ajudam a crescer e amadurecer. 
Ter um passado é o que nos permite um futuro mais amarelo.