quinta-feira, 16 de julho de 2015

circo

eu quero ir embora com o circo.
quero a incerteza da estrada
do movimento
de não saber o que esperar do amanhã;
quero o frio na barriga de subir ao palco
diante de nova plateia
a cada dia
a cada noite
quero o sorriso da bailarina
quero os olhos vidrados das crianças
quero os segredos tristes do palhaço 
quero o medo do globo da morte

eu quero ir embora com o circo.
quero me casar com a alegria
e levar às menores cidades 
a leveza do malabarista.
quero não saber sobre o futuro
quero pisar no presente e sentir:
quero sentir o circo.


Um comentário:

Ricardo Aquino disse...

Não se vá com o circo,
deixe as marcas de suas luzes e festas
tatuar seus sonhos.
É que tudo é triste e alegre
na partida
( que não é partilha ),
basta entender
que o circo sempre estará em você!


Lindos seus poemas. Adoro!