domingo, 3 de maio de 2015

Eu quero ser escritora um dia.
E tirar da mente, um pouco, e colocar no papel. Deixar-me esvaziar e depois voltar a me encher, de coragem então.
Eu quero não sentir tanto, não me doar tanto, não sonhar tão alto.
Mas eu nasci sorrindo, e vou morrer assim.
Um sorriso de vontade. Porque eu quero tudo ao máximo. E quero tudo agora.
Eu nunca soube esperar. Nunca pisei no freio, porque sempre soube aonde queria ir. E fui.
Eu chego no ápice, sempre. Eu sou feita de desejo.
A minha entrega é consciente, embora a tal razão sempre me alerta sobre ir devagar.
Eu sinto que preciso parar. Seria o certo. Mas eu não consigo viver de Se...
E se eu tivesse feito, e se eu tivesse dito...
ao mínimo pensamento assim, eu já fiz, eu já disse.
E então eu escrevo.

Um comentário:

Filha da Lua disse...

Sem palavras...