quarta-feira, 13 de maio de 2015

arrumação.

Eu tenho tanta coisa para jogar fora. Não falo das coisas materiais, porque com essas eu já procuro há tempos exercitar o desapego. Falo de sentimentos, de memórias que guardo e que já era hora de deixar que saiam. 
Eu falo de algumas dores, uma auto-piedade que não cabe, uma culpa que me persegue sem que eu consiga - conscientemente - descobrir a origem, uma mágoa, e um rombo no peito causado por eu não cuidar direito das perdas que vivi.
Eu preciso jogar fora o que não é meu. E tudo isso acima, me vive, me penetra, mas não sou eu. 
Eu sou aquela que quer viver. Eu sou aquela que sorri, apesar dos pesares, apesar das perdas, apesar das dores.
Eu sou forte, embora até o meu corpo, agora, tente me dizer que não.
Eu sou bicho, que sente, que por instinto se alimenta, e que por ter alma sofre. 
E sou tão gente! Que busca aprender com cada ato falho, com cada pisada em falso, com cada queda.
Eu tenho tanta coisa para jogar fora!
Mas enquanto eu não tiver entendido o porquê de tudo isso, sei que nada poderei fazer.



Um comentário:

Alê disse...

Andorinha linda!!As vezes é preciso passarmos por isso..é Deus nos lembrando o quanto somos fortes ..Vai passar logo..logo!!