quinta-feira, 23 de abril de 2015

calma
alma
corpo 
pára
eu não sei.
eu não sei.
a vida não pára.
o coração dispara.
a gente não repara.
o tempo corre
a valsa acaba
a gente dança
ou a gente não vê o mundo girar
a vida é tão rara
tão cara
tão clara
alma
calma
eu não sei...


(Ouvindo Paciência, Lenine)

espinha de peixe

Tem coisa que é como uma espinha de peixe entalada na garganta:
Dói. Arranha. Fere.
Você tenta falar, gritar, reclamar,
e dói cada vez mais.
Você tenta arrancar com a mão, puxando para fora.
Dói ainda mais.
E pode ser que consiga, sozinho, tirar a espinha de peixe.
Mas a garganta vai estar ferida.
Sangrará.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

da sombra, trazer a luz
e deixar nascer o bicho que me mora
no medo, vestir-me de coragem
e encarar o desafio de traçar seus olhos
e de repente, como num passe de mágica,
vê-los brilhar

a arte não tem segredo,
tem magia.

hoje acredito na minha força.
sou gato.