terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

o anel que tu me deste, era de vento e voou.
mas mais importante que o anel, era a tua vontade de me presentear. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Desenho

Eu vou errar 
sempre - ou quase sempre -
e não poderei apagar os meus erros.
Mas poderei respirar fundo,
dormir,
pensar antes,
e começar de novo.
Os erros estarão lá:
no meu papel (na minha história)
e me lembrarão sobre o que preciso fazer - 
sobre como devo fazer
E eu farei de novo
tantas e quantas vezes quiser.
até encontrar o belo:
pois eu buscarei o belo.
como num papel em branco,
eu mando,
no sopro do vento o que eu quero dizer.
de sol e de chuva,
de dor e de espanto,
num canto,
onde eu possa me esconder.
é vida que bate à porta,
é medo que trava a língua,
que treme as pernas,
que cria a inércia.
eu de saltos e trotes,
de gritos e sussurros,
respiro,
para voltar a viver.
eu não nasci ontem,
eu não morri hoje,
mas amanhã eu sou.