quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Faces de uma mesma dor.

Há 5 anos os dias ficaram mais escuros e as noites mais claras.
O céu, com todas as suas constelações, ganhou mais uma bela estrela.
Minha irmã Pat, a moça mais linda que a cidade já viu, deixou saudade e lembranças por aqui.
A dor fez um buraco no meu coração.
Eu preenchi de amor, que é imortal.

...

Sim. E todo dia 27 de novembro eu me permitirei chorar e doer, soluçar e sangrar, essa imensa dor que é não tê-la mais aqui perto.
Todos os outros dias do ano eu serei forte, leoa e espiritualizada, trabalhando a compreensão do sentido da vida ... e da morte.

Mas no dia 27/11 eu serei a irmã caçula que chora, que faz birra, que deseja o inalcançável e que simplesmente não quer aceitar o não.

...

5 anos sem Pat.
E aí? Você já superou a perda?
Uma perda assim a gente não supera.
Não entende. Não aceita. Não preenche...
Uma perda assim a gente ... a gente faz o quê?
A gente fica sem palavras, sem chão, sem a pessoa amada,
sem um pedaço da gente.
É um nó no peito, um grito calado,
uma lágrima que vem.
É uma dor que não se expressa,
que não se cabe,
que nem em outra poesia tem.