terça-feira, 10 de setembro de 2013

contida

Se eu chorar rios e mares a dor profunda que me corta a alma,
se eu sorrir e gritar em euforia as alegrias que me enchem a vida,
se eu dormir o sono intenso e imenso que me gruda os olhos,
estarei, enfim, viva?

Quero derramar o pranto que me dói o canto,
e gargalhar até as esquinas dos meus lábios
Quero descansar o sono dos justos,
e despertar antes dos bem-te-vis e maritacas.

Quero atingir o sentimento mais denso, mais dentro,
aquele que nem o sol alcança.
E senti-lo, soltá-lo, forçá-lo - até a superfície de mim.

Serei não mais a intenção, mas o próprio grito.
Serei não mais o castigo, o contido, mas a liberdade em mim.

E serei, o quão breve ou perene quiser, as minhas próprias emoções.