quarta-feira, 17 de abril de 2013

escuro.

Não era como se estivesse num quarto escuro. Muito menos era como se estivesse rodeada de noite. Era luz, tanta luz, que quando aquele raio de falta do luz entrou, ela se sentiu invadida.

Como se atrevia aquela sombra, aquele feixe de nada, invadir seu mundo de luz?

E foi assim que se formou, bem dentro de seu peito, um buraco. Um buraco preenchido com uma dorzinha, uma tristezinha, uma iminente vontade de chorar.

Ainda havia luz, ora, a maior parte era luz... Mas aquela sombra que a invadira a causava medo. Era a primeira vez que ela se deparava com o horror. Ela viu o horror e o encarou como nunca antes. Mas esse, atrevido como ele só, não se contentou em apenas aparecer para ela e, querendo mais, mergulhou em seu peito e fez um buraco para se instalar.

Ela, aflita, dolorida, ferida, em lágrimas gritou um pedido de socorro.

Esse socorro virá. E a luz voltará a brilhar... não vai?