sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O seu padrinho Denis

Meu filho querido,

Quero lhe contar um pouco sobre o seu padrinho, para que você conheça essa pessoa maravilhosa que ele é, o que ele significa para mim, e o quanto tem para nos ensinar e ser um exemplo a você.

O seu padrinho não enxerga com os olhos, porém, vê com o coração todas as maravilhas da vida, valorizando cada uma delas, verbalizando tudo o que percebe e sente de belo no mundo. Ele não vê imagens, mas vê todas as possibilidades que a vida nos oferece para sermos felizes.

Ele não pode mover-se sozinho, precisando do apoio de outra pessoa para caminhar. No entanto, é o verdadeiro apoio para muitos de nós, demontrando-nos sempre que é preciso coragem, determinação e força de vontade para seguirmos o nosso caminho nessa vida tão passageira.

Ele também fala com dificuldades, mas todas as palavras que saem de sua boca são belas e amorosas, ou, caso não sejam, são de muito humor! Ele sabe transmitir alegria a quem quer que seja, apoderando-se de um dom muito especial de transformar dificuldades em capacidade de superação.

Há alguns anos, quando perguntei ao dindo qual era sua música preferida, ele comentou que gostava de uma música da Gal Costa, chamada “brincar de viver”, que eu nem conhecia. Quando eu cheguei em casa e ouvi a música, emocionei-me muito com a letra, pois ela diz assim: “a arte de sorrir, toda vez que o mundo diz não”. E dentre outros vários ensinamentos que ele tem para te passar, filho, esse é um deles: sempre devemos sorrir!

O seu padrinho, quando recebeu o nosso convite de te receber como afilhado, colocou a mão no peito, alinhou sua coluna e disse devagarinho, palavra por palavra para que pudéssemos compreendê-lo:

- Ele será o meu amor!

E nesse momento, meu filho, eu, seu pai e sua avó tivemos nossos olhos cobertos por lágrimas, certos de que havíamos feito a melhor escolha de todas.


Te amo, meu filho querido! E o seu padrinho já te ama também!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

sobre os caminhos, e os obstáculos

Transformaram uma rua pela qual eu sempre passo em contra-mão. Comecei a zangar-me todos os dias por não poder mais passar pelo caminho de costume. Hoje, quando franzi minha testa mais uma vez por lembrar-me que ali eu não poderia passar, vi que havia um belíssimo ipê amarelo - completamente florido - nessa nova rua que eu havia sido obrigada a tomar.

E então eu percebi que, muitas vezes, os obstáculos que são colocados em nossas vidas são para nos levar por um novo caminho, quiçá ainda melhor.