domingo, 25 de outubro de 2009

Pra lá de Bagdá, amiga, pode ser que nem haja paz. E isso fere o coração de qualquer ser humano verdadeiramente humano. Mas fato é que temos que agir agora, no mundo, no nosso mundo, caso esteja entre os nossos planos ver as mudanças acontecerem. Não digo isso a toa, veja bem. Eu quero que você seja feliz, e quero que encontremos a paz. Mas eu sei que muito há lá fora que não bate com o que a gente sente. E também sei que os nossos gritos muitas vezes não são ouvidos. Mas sugiro, com coração e fé, que a gente não se canse da batalha. Estranho chamar de batalha o que desejamos que seja tranqüilidade, mas fazer o quê, né!? Começarei hoje mesmo, insisto que você tente também. Mude o que for possível para tentar fazer com que o impossível surja ao nosso redor. Confio nesse poder.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Não há espera.
Não há demora.
Não há saídas.
Não há segurança.
É só o tempo.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Quer dançar, amor?

Ele sorriu com aquela carinha de menino que eu amo.
E eu via ele me olhar de rabo de olho, ensaiando passos na sua cabeça.
Formamos um par.
E de tão juntinhos, de tão grudadinhos, a gente aprende a dançar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sempre viva.

bem mais que flor, sim.
algo que nasce da terra
alimenta-se de água
e se volta ao cosmos.
o que decora a paisagem
inspira poesia e música
e retoma à simplicidade.
do que vai do agora ao amanhã
sem pensar, ou sonhar, ou querer.
do que vem do passado ao hoje:
o sentir e o viver.
de flor e mato
de sol e tato
de vida e cheiro:
sempre viva.

"Morte é o que separa."
O que te leva de mim -
e ganha o universo
é o que te recebe em energia
e que te acolhe em seus braços.
Em mim fica a saudade
e a vontade de te ver.
De não saber onde está,
eu sinto.
Não há mistério maior que a vida
a não ser a morte.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

casa

Escrevo desde um lugar onde nunca faz muito frio e onde o sol não faz mal a ninguém. Aqui não existe sede nem fome, mas nem fartura que faz comida estragar. É um lugar onde a alegria é grande, e a tristeza faz passagens para que a gente compreenda melhor o sentido do tempo. E é bastante grande, cabe a beleza e a feiúra, cabe o alto e o baixo, a segunda, o sábado e o domingo. Tem dias que chove também. E outros que o arco-íris faz aparições extraordinárias na ponta da mangueira. É simples e cheio de vida. Vida é o que não falta. E há mortes também, o que não deixa de ser vida. Tem gostos, sabores, cheiros e cores – de todos os tipos, para todos os tipos. Moro num lugar onde faz bem a gente ser bom. Onde é recompensado cada sorriso que se dá. E a maior punição para o mau humor é a perda de tempo de agradecimento. Moro onde moram as cigarras barulhentas e as silenciosas borboletas. Onde o Martim pescador é o rei e o leão é o fundo de tela. Num lugar em que sonhar acordado é conceber a realidade tal qual ela é, mas vista com olhos de amor. E onde os momentos de silêncio são convites à oração.

Moro dentro de mim. No fundo do coração de quem me ama. Num país de beleza natural. Num planeta azul. Num universo que precisa de mais amor.

sábado, 3 de outubro de 2009

a um amigo...

Eu já havia aprendido que para o amor não existe distância.
E para isso foi preciso estar longe.
Eu agora aprendi que para o amor não existe tempo.
E para isso foi preciso ter poucas horas em sua companhia...