quinta-feira, 30 de julho de 2009

a gente ouvia maria rita depois do amor, lembra? e fantasiava a comunidade maravilhosa que a gente viveria, entre pessoas do bem e jardins e hortas. e você fazia cafuné nas minhas costas, enquanto eu sorria olhando para o nada e vez ou outra trocando olhares com você. a gente inventava um mundo nosso, nomes e apelidos carinhosos e íntimos, que ninguém mais sonharia em nos chamar. e sorríamos ao som da filha da elis. sabendo que nada importava mais que esses momentos.
o melhor da vida é saber que os ciclos mudam, mas que a gente é capaz de mudar com eles, e adaptar ao novo, e voltar a fazer sonhos.
o quarto laranja já deu lugar a outros quartos, outras paredes que decoramos com nossas telas indianas, a outros sons e cores, a outro país e a outros sonhos.
e a felicidade que me comove hoje é de saber que esse amor é capaz de seguir mesmo quando o mundo inteiro ao nosso redor muda. um amor desses feitos pra durar, a vida inteira, a minha vida inteira, a sua vida inteira.
a gente que acredita no amor sabe que mais vale uma noite bem dormida, a dois, que muitos dias acordados sem a companhia do outro.
ainda bem que você está aqui.

Ou Hamuretsu


Tá no Rio? Vá ao teatro!

Peça: Ou Hamuretsu
com Amanda Olivier

Local: Teatro Armazém – Fundição Progresso
Horário: Sab e Dom, 18h30h.
Ingressos: R$ 20 ou R$ 80. Meia entrada para estudantes, maiores de 65 anos e classe artística.
Informações: Tel. 2220-5070
Reservas: 9320-3862 ou 8162-5626



matéria: O Globo

o amor.

a alegria voltou à minha casa, aos meus olhos e ao meu coração.

terça-feira, 21 de julho de 2009

21 de julho.



Não. Hoje não é um dia qualquer. Hoje é data de comemorar com sorrisos, bombons e flores sim.
Hoje é um dia que me faz pensar que eu não estou errada quando penso em amor eterno, pois fui criada em berço de amor. Fui criada por pais que se amam desde a data do casamento, 36 anos atrás, até hoje e para sempre.
Fui criada acreditando que existe amor com paixão mesmo. E que não se pode deixar de cuidar e regar a plantinha desse amor.
Hoje, com muita alegria, comemoraremos o aniversário de casamento de meus pais. Brindaremos a união que nos fez hoje o que somos. E que nos permitiu acreditar no que hoje acreditamos.
É amor sim.
Feliz dia, meus queridos pais!

verde-escuro.

definitivamente não há regras para o amor - eu disse isso pra um amigo que me fala sobre casamento e adaptação.
e não tem regra pra nada, mesmo. Regra pra quê? Pra gente burlar, talvez. Pra fazer diferente e ser visto como alternativo. Regra pra podar asas? Pra fingir que tudo está mesmo no padrão? Pra pintar o mundo de uma cor só?
Veja a natureza, amigo. O que é que tem de regra nisso? Cada gota é única. Cada floco de neve, idem. E a gente não pode medir nada, provar nada, a não ser que toda regra terá exceção.
E nessa brincadeira de colocar regra eu assino:
o mundo precisa de mais amor.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

corre o rio

"O rio não tem hora, ô senhora o rio
E a senhora mãe do rio
É quem leva minha dor

O rio não tem hora, ô senhora o rio
E a senhora mãe do rio
É quem traz os sonhos bons"

Sérgio Pererê

domingo, 19 de julho de 2009

"dream is destiny"

Eu não sabia se estava dormindo ainda, ou se estava acordada e apenas sonolenta. Eu não sabia se me sentia bem ou se havia um peso estranho nos meus ombros. Eu só sabia que... não, eu não sabia. E de repente ela entrou no quarto, tão linda como sempre, tão sorridente como sempre e me despertou. Disse algo tão corriqueiro em sua boca que eu nem me lembrei que não podia ser verdade. Eu levantei e a segui. Saimos do quarto conversando, eu atrás dela. E depois eu vi que ainda estava na cama. Ela não estava mais comigo. Eu estava sonolenta mesmo e tinha tido um sonho. Um sonho bom, sim. Sempre será bom quando ela vier em sonhos. A única parte ruim é acordar com a sensação de que para vê-la novamente assim, terei que dormir e sonhar.

sábado, 18 de julho de 2009

que a poesia não deixe de fazer parte de mim, ou de você, dia nenhum.
porque ela brota da terra até quando a água seca. e ela levanta na gente feito sol de meio-dia.
ela espera na esquina, ou se curva em nossa frente: se faz presente.
ela nasce em cada respiração. ela desce feito suor da testa de quem pensa demais.
e repete o instinto de comer, correr e se esconder - feito bicho.
e que a gente possa ver mesmo cegos pelos problemas.
que a gente possa sentir até quando a verdade for maior que nossa fé.
a gente precisa disso.
eu acredito nela.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

o tempo.

o passado.
eu gritei no alto da montanha o que eu mais queria.
e veio. e tive. por longo e quanto tempo eu desejei.
depois soprei ao vento e vi voar feito folha seca.

o presente.
o amor é perene.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

relato sobre gente do bem - 1

Ela faz falta quando não está. Mas nem tô dizendo isso porque é ela quem coloca (ou tenta colocar) a casa em ordem. Ela faz falta porque sempre tá quietinha no canto dela pronta para bater um papinho comigo. Por anos a fio eu dizia em tom de brincadeira pra ela: - É, Rosa! Rapadura é doce mas num é mole não. E ela sempre fazia um "hum" de volta, com meio sorriso e uma cumplicidade que poucas pessoas oferecem.
Rosa trabalha na casa dos meus pais desde que eu tinha 3 anos, mais ou menos. Mas na verdade uma das coisas que ela faz melhor é contar casos. Eu sei o nome dos vizinhos dela, do cunhado chileno danado, da cachorrinha. Ah! Cachorrinha! Ela cuida da cachorrinha aqui melhor que qualquer um de nós. Não melhor do que ela cuida de mim, mas de forma igualzinha. Rosa mora perto, vem e volta andando. E no caminho sempre para pra conversar com alguém, que eu sei!
Ela me conta casos de quando eu era pequena que eu não sabia. E me faz rir com seu jeito todo caretinha de ser. - no ótimo sentido, gente! Nada contra caretinhas!
Ela estudou até a quarta série. Sabe ler e escrever bem. E estuda geografia por conta própria antes do almoço. Lê os meus velhos livros da escola. Adora fazer lista de nomes de países. E finge que é séria que é para o jardineiro não se meter a besta com ela.
Ela não se casou. Mas já namorou um homem por muitos anos. E já perdeu um bebê. O bebê teria a minha idade hoje. E é por isso que acho que às vezes Rosa me trata como filha.

Eu já vi Rosa chorar só uma vez. Que foi quando a gente perdeu a Paty. Porque no resto dos anos todos ela sempre é muito durona, e fala de qualquer assunto sem choramingar. Ela cuida do pai dela agora, que tá doentinho, mas nunca deixa a peteca cair.
Ela aprendeu a cozinhar com minha mãe, quando começou a trabalhar pra ela, e, numa boa, nem dá mais pra diferenciar quem faz o almoço. A comida de Rosa tem o gostinho da comida de mãe. (Eita coisa boa!)
Hoje ela está de férias, e vir aqui e não vê-la por perto é realmente estranho.
Mas ... eu sei o que ela está fazendo agora: escutando Elvis no talo!

a foto que eu não tirei.

eu vi sim. e pensei no orgulho da mãe deles ao ver essa cena.
a pititinha, loirinha e de vestido, de mãos dadas aos dois irmãos, três ou quatro anos mais velhos que ela.
ela, sorridente e saltitante, desfilava o orgulho de passear com os dois.
eles, igualmente sorridentes, mas nem tão saltitantes, se sentiam como soldados ao proteger a bela princesinha.
e todo mundo sorriu ao redor deles.

terça-feira, 14 de julho de 2009

O tic do relógio. ai! mais um.
a folha do calendário. ai! caiu outra mais.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

oração.

vai meu Pai,
orienta-me.
se eu desviar o caminho,
acompanha-me.
se eu esquecer de Ti,
perdoa-me.
se eu sofrer em vão,
sopra-me.
pois é de vento na cara
que se constrói paciência.
e que eu seja melhor
que ontem.
amém.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

e usaremos o tempo que nos castiga em espera para inventar historinhas pra depois do amor.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

e cada centímetro de mim pede arrego, colo, dencanso, teu berço. cada pedaço de mim é saudade, vontade e o desejo de te ter bem perto. cada segundo de mim é um grito. e sem isso eu sei que caminho em vão. pois ao nascer eu soube que tu me escreves como um autor. e que meu destino é o caminho que percorro aos poucos. sou o pássaro que migra pra dentro de mim mesma. sem sair de ti -eu não saio de ti. faço escândalo silencioso nas noites de minha caverna. e no palco grito teu nome para que os surdos possam me ouvir. eu sou a coragem de quem perdeu as mãos mas ainda assim escreve. e na direção do meu futuro eu traço meu agora. tu vens e eu fico no eixo de mim. a isso chamam de equilíbrio.
se as minhas palavras te alcançarem
receba,
nelas vão o que sonhei pra ti.
se as minhas palavras te faltarem
imagine,
a minha vida é o que te ofereci.

Luta contra o câncer.

O Site do câncer de mama está com problemas, pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa renda.

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terça-feira, 7 de julho de 2009

não importa o que veja hoje
as nuvens me dirão
caso o amanhã seja claro
afinal não importa o que veja
eu saberei o que fazer

mesmo se hoje virar noite
se escurecer dentro de mim feito um adeus
eu irei com prazer e as malas de aura e luz
que um dia me fizeram crer

pois basta um pouco mais de coragem
e de nada me vale o conforto
se a manhã termina em lágrimas
e a noite se desmancha em pó

eu acredito no deserto de mim
pois a solidão me foi enviada por destino
e nasço outra vez feito o infinito
e não morro de amor
ele me é vida

eu desfaço o nó e cada compasso
e caminho na direção do que quiser
me vale mais o que eu acredito
que a intenção de que não me quer bem

corro e me demoro aonde for
sem destruir sonhos
ou desfazer destinos
sou a mágica do meu próprio caminho
sou a bailarina na corda-bamba do dia

hoje eu me escondo na caverna de mim
e dentro dela me deixo correr em dor
não me aflige o futuro
é o presente que me dói
e das lembranças me reconstruo

foi em mim que o amor bateu.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

a música que me move e me ajuda a esperar.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

DECIR DOS COSAS



(texto escrito por ele, em sua língua materna, no aeroporto)



Quiero decir dos cosas; empezaré por lo menos importante.

Como algunos de vosotros sabeís, he sido "retenido" durante dos días en el aeropuerto de Guarulhos. Mi delito: hacer todo lo que las autoridades pertinentes (tanto brasileiras como españolas) me han ordenado para "regularizarme" (interesante palabra inventada) justo ahora diez meses atrás. Por aquel tiempo, entré en un proceso kafkiano de informaciones contradictorias, trampas burocráticas y surrealismo legal. Dicho proceso culmina en esta "retención" (eufemismo que evita la palabra "prisión"), confinado en las dependecias cerradas de una terminal, con documentación, maletas y ropa confiscadas, y sin más comida que la que yo con mi propio bolsillo compraba a través de una trabajadora del aeropuerto.

Después de dos años de visitas, llamadas e emails a policias, consulados y ministerios de Valencia, Madrid, Rio, BH y Santander, sólo se puede llegar a una conclusión que hago pública a través de este blog: La única posición que puedo tener ante los estados y sus burocracias es un desprecio absoluto por todas sus instituciones, que no son más que herramientas de opresión y enajenación del individuo. En mi caso, no tengo ni orgullo ni vergüenza de ser o dejar de ser ni español ni brasileiro ni ruso. En mi caso, mi objetivo es otro bien sencillo: vivir junto a mi mujer, aquí, allá o más allá, y que nos dejen vivir y trabajar en paz.

Sin embargo, mi caso paricular no me impide hacer una interpretación general. Tanto en estos meses como ahora aquí en la prisión del aeropuerto de Guarulhos, he conocido muchos casos, mucho más graves e injustos que el mío, y sobre todo con muchos menos recursos de respuesta y resistencia. Quizá el silencio de estas personas, y la comodidad de otras que pasan la vida dentro de unas fronteras delimitadas y trazadas por nuestros esclavizadores, hacen que olvidemos lo que ahora quiero recordar: existe un interés por parte del poder en entorpecer, limitar y castigar los movimientos de los seres humanos. Nos dirigimos a un mundo con fronteras cada vez más numerosas y opresivas. Nos dirigimos a un mundo donde se va a controlar al individuo hasta el punto en el que este desista de su voluntad. Nos dirigimos a un mundo en el que vamos a sacrificar nuestra libertad en nombre de una ficticia y cobarde seguridad. Los poderes fácticos que nos llevan a esta situación se van a servir de los estados como lo que ya son: meros instrumentos policiales de control de la población. Ante este panorama (que aquí recuerdo para los que han olvidado abrir los ojos), sólo tengo una respuesta: "No van a minar mi capacidad de resistencia, no van a hacer que desista, no van a impedir que viva junto a la mujer que amo. Jamás van a conseguir que me calle; jamás van a conseguir que me rinda. Y cada una de las agresiones que reciba sólo van a conseguir que me fortalezca aún más."

La segunda cosa que quero decir (la importante) es agradecer a todos los que han colaborado en que mi fuerza sea la que hoy es. En estos días difíciles, he tenido el apoyo de personas de todo el mundo (tanto en España como en Brasil, así como de Portugal y ¡hasta del Japón!). Agradecimiento especial a toda mi familia, la de aquí y la de allá, a Elcio, a mis amigos, a amigos de Adriana (que son míos también), a los casos solidarios que me he encontrado, a practicantes de Yoga del mundo entero, a las llamadas e emails de apoyo y cariño. Gracias por vuestros esfuerzos, movimientos, saludos, palabras, oraciones, gestos, apoyos e invocaciones a la cordura. Gracias por todo, amigos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

juntos...

... no matter how far.