terça-feira, 30 de junho de 2009

leaving on a jet plane...

e levando com ele o meu coração.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

história de amor.

Em 2006 vivi uma paixão não correspondida que me rendeu muitas lágrimas e muita poesia doída. Um ano intenso e longo demais. Foi também neste ano que inciei meu blog e comecei a sentir uma vontade grande, palpitante e intuitiva de ir a Barcelona. Fui. Encontrei-me, entre outras coisas, poesias e pessoas, comigo mesma. Para brindar o natal fui convidada por uma amiga valente a ir à casa dela, na nova cidade dela: Valencia. Foi nesta data que conheci Antonio. E foi no mesmo segundo que vi nele a minha vida inteira, dali pra frente. Conversei com minha irmã, antes mesmo que Antonio me desse o primeiro beijo, e lhe disse: hoje conheci meu futuro marido. O primeiro beijo veio logo depois da ceia de Natal. E eu entendi que o que havia me levado a Espanha tinha sido o destino, que então eu aprendi a acreditar. Vivi com ele as melhores experiências da minha vida, conhecendo a Espanha, sua cultura e sua gente através dos olhos verdes daquele homem que me encantava. Tive que voltar ao Brasil depois de 3 meses. 5 meses separados e lá estava eu outra vez: de mala, cuia e o coração saltando. Ele me recebeu todo de branco, com os braços abertos e uma vida linda pra me oferecer. Voltei ao Brasil um ano depois, 2 meses longe dele e logo depois ele veio. Nos casamos. Moramos juntos num sítio gostoso de cuja janela podemos ver as andorinhas anuciarem a chegada da primavera, e os quero-quero brincando de esconde-esconde ao anoitecer.

E planejamos os filhos, as tardes de pic-nic, as pipas que vamos soltar.





É dessa forma que narro a minha história de amor, com o meu Antonio. Pois é assim que ela é. Cheia de poesia, metáfora, e paixão.

Assim eu conto porque acredito que as coisas bonitas devem ser espalhadas pelo mundo, para gerarem bons frutos, alegrarem o coração das pessoas e inspirarem músicos e poetas. Acredito que a beleza é que pode mudar o mundo, e através da minha história de amor tento fazer minha parte.



Acontece que o mundo nem sempre é colorido, e nem sempre as coisas são fáceis. Nessa história aí eu evitei contar que o que me trouxe a primeira vez de volta ao Brasil foi a falta de visto para ficar na Espanha, porque as pessoas têm suas asas cortadas sim. E que "imagine there's no countries" continua só na imaginação. Deixei de citar que o que me trouxe de volta a segunda vez foi a descoberta de um câncer incurável na minha amada irmã. E que o Antonio veio logo depois para me ajudar a superar a barra mais difícil que a vida me colocou. E também não contei que ele quebrou o pé um dia antes de vir, e que isso dificultou em sua adaptação no país do samba e do futebol. Não comentei também que tivemos diversos problemas diplomáticos, mesmo estando casados no papel e com a bênção da minha avó. Hoje, escrevo entre soluços e lágrimas porque ele está em São Paulo, "detido" por vir ficar comigo após um mês em seu país natal. "Detido" por não ter nascido brasileiro e por ter nascido exatamente no país da retaliação. E agora?



Eu quero chegar logo no "e viveram felizes para sempre".

sábado, 27 de junho de 2009

bem-vindo

venha, amor. que lhe darei os beijos prometidos.
venha, para que termine a minha espera, a minha saudade.
venha, e me abriga em seus braços, deixando-me em sentir em casa.
venha, amor. que me dói essa distância. me angustia essa demora.
venha. tenho o maior amor do mundo pra lhe dar.

nosotros.

Ayer estuviste conmigo. Como el dedo en las cuerdas del sitar yo sentía a tu mano y a tus dedos tocándome el pelo.
Ayer estuviste conmigo. Entre cada nota que sonava, sentía tu respiración en mi cuello. Eras tú.
Ayer, mientras soñaba con tu llegada te sentí tan cerca que ya no sentía que habias estado lejos. Tu presencia en mi es constante como la música en el mundo. Te oigo, te escucho con atención, te siento en mi piel.
Ya no sé ser ni estar sin ti. Y por ello sé que, aunque hayas estado lejos, hemos estado juntos todo el tiempo.
Te quiero como al aire.

sitar

Ouvir também é uma forma de amar.

música.

Minha irmã me dizia que o Bolero de Ravel a fazia lembrar do nosso Tio Francisco, que foi embora (cedo demais).
Hoje, o Bolero de Ravel me faz lembrar dela, que foi embora (cedo demais).

E acho que a vida é feita de lembranças, também.
E junto com o sorriso, cai uma lágrima.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

estou morrendo de saudade, ansiedade, vontade, desejo, amor...
acho que nunca estive tão viva!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

dentro.

No interior do país tem um povo à moda antiga, casamento arranjado e pra sempre, um monte de montanhas e lendas.
No interior do estado tem um sotaque bonitin, uma gente simples e feliz, uma pacata sinfonia de passos de gente que caminha sem parar.
No interior da cidade tem cafezinho feito na hora, broa de fubá numa mesa com forro de renda e uma revoada bonita de maritacas às cinco da tarde.
No interior de mim tem um amor que parece num me caber, uma saudade que eu sei que não vai morrer e uma fé que cai mas levanta.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

mano velho.

Ele vai, mesmo se a gente não compra passagem. Ele continua seu caminho irritavelmente calculável e contraditoriamente relativo. Ele anda, sem que a gente possa segui-lo. Ele passa, cantando coisas de amor. Ele viaja, feito os nossos pensamentos, atravessando universos inteiros, revisitandos passados, escolhendo presentes, imaginando o que virá. Ele se faz areia, ponteiros, sombra exata. Ele coordena o baile do nosso humor. Cura feridas, cria cicatrizes, é até usado de desculpa quando há falta de coragem para fechar um ciclo. Ele espera. Ele -gestação. É cheio de horas. Uma bela hora. Um belo dia. Até daqui a pouco. Na minha época. O relógio parou. Você vem ou é será que é tarde demais? E a gente brinca de esconde-esconde com ele, vestindo roupas de quando éramos mais jovens, usando cremes e pós de arroz e bases cor da pele e o que ajudar a despistar as suas marcas. Do coração da gente a marca nunca sai. Quando é demais, vira experiência, quando é pouco, é uma vida inteira pela frente. E aproveita, hein!? Não jogue fora. Não desperdice. É precioso. Não o veja passar pela janela. Siga seu ritmo. Pois Deus ajuda quem dele sabe tirar proveito. Use agenda e menos memória. Jogue fora o calendário de arrancar as folhas. Viaje com ele, nele, pra frente e pra trás. Hakuna Matata. Carpe Diem. Carpe Noctum. Ninguém pode tirar o que você não tem. Espere um pouco.

"El viejo guitarrista" - Picasso




David (4 anos, e comprovados pela carteira de identidade recém-tirada!):
- Estou ficando velho.




E quer saber? Não falta nada.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

MPB mineiro

acho que o negócio é colocar o chapéu na varanda e ver se uma andorinha faz o ninho...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

coisas da vida.

o biscoito caiu, a geléia voltada pra cima.
Até o tal do Murphy tira férias.

terça-feira, 16 de junho de 2009

não faltará poesia na gente, se não desistirmos de olhar por ela.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim"

domingo, 14 de junho de 2009

o que eu mais quero,

eu quero dançar esta noite,
ao som do quero-quero e da sua respiração
eu quero girar esta noite,
pela nossa sala e em sua direção
eu quero beijar-te esta noite,
sentindo seus lábios e seu coração
eu quero viver esta noite,
pelo nosso amor e em sua intenção

sexta-feira, 12 de junho de 2009

feliz dia dos namorados, marido!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

11 de junho

(por telefone, primeira respiração do dia)

- Amooor, amanhã é dia dos namorados aqui!
- Ah!!! Me desculpa por não estar aí?
- A gente pode comemorar quando você voltar?
- Por 365 dias.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

ainda bem...

só a que gente não percebeu a princípio que era tudo muito simples. ele me dava a mão, a gente atravessava o oceano de cabeça erguida e era feliz pra sempre. feito conto de fadas, mas sem a aquela coisa toda de cavalo branco, afinal, somos caminhantes.

mulherzinha!

Goiaba com cereja.
Suco?
Não. Esmalte.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

o verdadeiro valor de ser

- Essa é minha namorada. Ela é advogada, tem um carro importado e casa própria. E você? É casada?
- Sou.
- E o seu marido o que faz?
- Me faz muito feliz.


(uma pequena homenagem a uma amiga que encontrará um homem que se orgulhe muito de tê-la ao lado, como eu me orgulho de ser sua amiga)

causos...

Uma aluna muito querida (da turma de adultos, by the way) me diz que está fazendo regime, com acompanhamento de um médico que é bárbaro e tal e coisa. E me dá o cartão dele, assim, no meio da aula, dizendo:
- Aqui, teacher, vou até de dar o cartão dele, se você quiser ir lá.
Eu, achando graça e com a pulga atrás da orelha, pergunto:
- Uai! Cê acha que eu tô precisando emagrecer?
E ela, rapidamente me dá a resposta:
- Emagrecer não, teacher, mas bem que pode colocar um silicone aí.

(Eu ri muito).

sábado, 6 de junho de 2009

hoje,

Eu não posso estar mais hoje, já que o dia termina dentro de pouco e o calendário de mim risca as horas em contagem regressiva para sua chegada.
Hoje, não posso ficar, pois nasceu em mim aquele sono que vivo quando você me embala em beijos e cafuné. E fico sem saber se o tempo permite que eu o direcione, feito o carro na estrada que faz o que quero. Eu só quero você e pouco mais. Um chá quente para esquentar o inverno, e uma vela na mesa do lado da cama, que a gente apaga depois do amor. Quero na cozinha boa salada e uma florzinha, pra enfeitar o comer. E a gente vive no amanhã o que sonhei hoje, hoje, nesse agora tão efêmero que chamo de eterno por ele se renovar. Pois eu não sei escapar dos meus sonhos para nós dois. Nem sei fingir que não olho para o relógio feito girassol adorando o astro-rei. Fico assim sem você na esperança do fim do hoje, pois assim, um dia a menos. E logo, logo, tão breve quanto nos permitam as horas, num abraço vamos selar a eternidade.

ar,

aire.
se me faltar ar.
air.
se você não vier.

cine

Meu nome é Adriana.
Sou caçadora de poesias e hoje recebi muito alimento para a alma.

A simplicidade daqueles que lêem com o coração me comove.
O cinema é arte, mas também é arte a interpretação da tela e seu conteúdo da maneira cotidiana que só algumas pessoas conseguem captar.

Viva a arte do sorrir a cada dia!
Viva a poesia de poder ser ouvido!


(voltando da mostra de cinema no Palácio das Artes... e morrendo de saudade do bem, querendo contar pra ele sobre as últimas lágrimas que derramei sorrindo, sobre a falta que ele faz e tal e coisa...)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

cuento.

"LXXVIII

En una noche de mayo, dos muchachos de quince años gozaron de las delicias del amor por primera vez. Durante toda la noche se entregaron en un sudado abrazo, sin más testigo que el bosque que los acogía.
Ya en el descanso del amanecer, el chico miró a los ojos negros de la chica, y le dijo: “Te amo. ¿Quieres unirte a mi para siempre?” Y la chica, un poco sorprendida, respondió: “Te amo también, pero creo que no puedo contestar a tu pregunta. Quizás sea pronto para casarnos en matrimonio, para formar una familia, para sacrificar la individualidad que nos hace libres.” Al escuchar la respuesta, el chaval cogió la mano de la niña, y le dijo: “Ah, amada, creo que aún no lo sabes. No debemos unirnos para casarnos en matrimonio, no debemos unirnos para formar una familia, ni siquiera debemos unirnos para dejar de ser dos y comenzar a ser uno. Podemos unirnos para hacer posible lo imposible.” "
escrito por 'ele'

segunda-feira, 1 de junho de 2009

amar.

"Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras"

...
Amar não é ver todos os dias, mas sentir diariamente, e a cada instante, a presença do outro dentro do coração.
Não é ter que usar aliança de ouro, mas entender o valor da união pelo sorriso no rosto do outro.
Amar é sentir paz e a certeza de que, não importa o que aconteça, não se está sozinho.
Amar é respirar melhor quando se enxerga nos olhos do outro a nossa própria imagem sorrindo.
É sentir coragem de enfrentar cada obstáculo, cada medo, cada dia difícil - e de mãos dadas.
Amar é sentir uma palpitação no peito, mesmo depois de um ou dois anos compartilhando o mesmo teto todos os dias.
Amar é morrer de saudade quando o outro viaja. E sentir que, na verdade, a gente viajou junto.
Amar é isso. E aquilo que descreveram antes. E aquilo que não se pode descrever.



releitura pessoal de "o que eu também não entendo", de Fernanda Mello e Rogério Flausino

para o que vai chegar.

Bem-vindo ou bem-vinda!
Explico-lhe já:
sou amiga do papai, estou feliz por saber de sua chegada. Já lhe disse que, se você é menina, é uma princesinha, que quero colocar no colo e contar histórias. Se é menino, é um soldadinho de coração do bem, pronto para proteger. E eu também te coloco no colo e conto contos de fazer dormir e sonhar.

Explico-lhe mais: você será amado, ou amada. Uma mamãe Yogi e um papai aventureiro.
Uma família que começa com você.
E uma amiga aqui pra cuidar para que não falte poesia e borboletas na janela.

Venha, Jotinha! O mundo te espera e precisa da alegria que você trará.

"eu quero mel"

A paz. O mel. O doce e a transparência de ambos.
O saber perdoar. O pedir perdão em orações.
O viver bem dentro do que for possível, com a simplicidade de mãos dadas, com a sabedoria de saber que nada pode ser como era, mas que o presente é o que temos e podemos entendê-lo como sendo o melhor.
O que não podemos mudar, enfim, que saibamos ver com possibilidades diferentes, que saibamos mudar o nosso olhar diante do que não se pode transformar na vida, como a morte.
Que saibamos respeitar os acontecimentos do destino, sabendo ser flexíveis e adaptando-nos ao novo.
Não é fácil. é crescer.