domingo, 31 de maio de 2009

poesia.

tem dia que não tem.
e tudo bem.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O meu amor nasceu entre amarelo e vermelho. Fez-se pintura de Miró, música flamenca e poesia de Miguel Hernandez. Meu amor nasceu na praia, num frio de inverno mas sempre em primavera. O meu amor foi maior que qualquer edifício de Gaudí, e me fez capaz de atravessar a nado o atlântico e sobrevoar com minhas asas, minhas próprias asas, as montanhas de Cantabria. O meu amor não é sequer estrangeiro. É limpo, vivo e nacionalista - em sua bandeira leva o nome dele em maiúsculas. O meu amor é feito rio, corrente e seguro de sua direção. É latino e visceral. E doce como marzapan.
O meu amor é poliglota: te amo, te quiero...

há quem espera. à quem espera demais.

Ela despertou um pouco mais cedo do normal e olhou ao redor. Era estranho como sentia aquilo tudo vazio. Enfrentou o frio e a preguiça, afastou o cobertor rapidamente com a mão direita, passando por cima de sua barriga, e logo depois terminou o serviço com os pés. O cobertor caiu ao chão. Era uma manhã de outono, embora a neblina lá fora escondia qualquer menção de sol ou nuvens, ou céu ou vida. Era tudo branco e nada mais. Ela se levantou, voltou a olhar desconfiada ao redor. Aproximou-se da janela e abriu ainda mais as cortinas que já havia deixado semi-abertas pela noite. Não quis abrir a janela. Respirou fundo e sentiu um aperto no peito. Continuou as funções matinais sagradas e rotineiras. Caminhou até a cozinha, pegou a chaleira e encheu-se de água. Antes mesmo de colocá-la para ferver pensou que melhor seria tomar um café forte. Mas não havia pó. Não era de costume tomar café algum naquela casa. Escolheu a erva mate no armário e sentou-se para esperar que a água fervesse, e depois esperou a infusão do chá, e depois esperou a torrada saltar, depois esperou que a neblina abaixasse, sumisse, e então, só então, lembrou-se de esperar que o dia terminasse. Passou ali, sentada à frente do fogão, horas a fio. O dia todo. Sem lembrar-se de nada mais que a espera. Sem desejar nada mais que a passagem do tempo. E assim, alheia à própria vida, concluiu que havia esperado demais e que finalmente era hora de sair. Já era tarde. As rugas já haviam marcado seus olhos, o cansaço do nada fazer havia tomado conta de seu corpo e seus joelhos já não conseguiam mover-se com agilidade. O chá já havia acabado. Os dias haviam passado. A vida já se aproximava do fim. Era momento de começar.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Marido, volte logo.

sobre a saudade, uma vez mais...

"No tengo miedo a la verdad, ni lo que sucederá.
Podía perderme en esta felicidad. Cuando estás conmigo, la distancia y el silencio son sólo un instante que ya ha terminado."


segunda-feira, 25 de maio de 2009

a bela e o pintor

Pouco ela falaria, pouco faria, dentre o que sim, sorrir e escutar. Pouco ela pediria, pouco insistiria, dentre o que sim, ser ouvida.
E de tanto ser real, na simplicidade cotidiana de amar, num dia não tão belo ela encontrou-se só.

E de tanto sonhar, sem no chão pisar, num dia pouco aquarela ele encontrou-se só.

A pergunta que restou, a dúvida que ficou, é se não faz mais sentindo juntar a arte e a realidade, num conto de amor feliz.

terça-feira, 19 de maio de 2009

hoje, menos sol, frio até.
saudade.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Quero notícias suas, Tristão.
Por sair ao mar assim, despedindo-se de mim, fico à mercê. Fico a esperar. E a olhar a lua. E a pensar em nós dois.
Fico sem saber onde estou, como se, longe dos beijos que me dá todos os dias, não estivesse eu no mesmo lugar.
Acho que meu lugar é você.
E volte logo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A hora vai, pede pra eu esperar.
Ele viaja, eu junto com ele. Olhar, vontade, coração.
Não fico sem.
Eu pergunto. A resposta vem em sonho.
Sou a metade inteira de uma unidade formada por dois.
Ele e eu.
Nosso sonho e futuro.
Nosso agora e saudade.
Fica essa noite?
Tem uva, e uma vontade enorme de permanecer assim, juntos!
Vamos?




terça-feira, 5 de maio de 2009

para quando o amor chegar...

Ele vem. Ele virá. Talvez quando menos se espera, ou quando realmente nem se deseja. Mas vem. Enche o quarto, a cara da gente, a vida toda de sorrisos. Bambeia as pernas, faz tremer as mãos, faz sentir cheiro de alecrim.
Isso é amor sim.
Chega e nos preenche.
E aí? Aí a gente joga o resto para o alto e vive com intensidade.




para meus amigos que estão se apaixonando.