quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

sobre o tempo,

é no passar das horas que a gente conta o tempo,
é no pôr do sol,
no envelhecer dos olhos,
no despertar das galinhas (mais um dia que começa! mais um...),
é no amadurecer da saudade,
no cotidiano doce,
no vai e vem nas estradas.
é no passar dos anos que a gente conta o tempo,
e na observação das constelações no céu,
e no abrandamento da dor,
na cicatrização das feridas,
na concretização do amor.
é no que a gente vê todos os dias,
e no que a gente sente dentro do peito,
são todas as horas, todas as rápidas ou longas horas,
dias, meses, a vida inteira.
no final, a gente não contou o tempo,
a gente só contou a nossa história.

vento.

a gente sopra no vento a alegria de viver


sábado, 21 de fevereiro de 2009

sobre a idade.

S= Samuel, 7 anos

S: Teacher, quantos anos você tem?
Eu: 25...
S: 25?????????????????????? (com muita cara de espanto) Mas você fez plástica, né?!
Eu: ...

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D= Danilo, 9 anos

D: Quantos anos você tem, fessora?
Eu, que já aprendi com o espanto do Samuel: 15! (sorrindo)
D: Quinze? Duvido! Cê deve ter uns dezoito...
Eu: (gargalhando de alegria) Negócio fechado! 18!


carnaval,

É carnaval, irma.
A gente tá com a cara limpa, a casa vazia e o coraçao assim, em silêncio.
Seu sorriso faz falta.
Nao há confete, nem espuma, nem pirata, nem nada.
Só há saudade.

(Antonio me abraça forte quando eu choro)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

amor...

Acredito em amor à primeira vista, amor além da vida, amor eterno, amor pra sempre, amor de amigo, amor com paixao.
Acredito no amor e ponto. E me todas as suas faces, sinas e poesias.
Acredito no amor pra continuar, no amor que vem e fica, no amor que remove montanhas.
Acredito que sem ele nao se viva, ou se viva menos, ou se viva sem saber que é vida.
Acredito que para acreditar nele basta sentir, e que para sentir basta respirar, e que todo ar que entra é digno de amor. Somos seres amados, amáveis, amorosos.
Acredito que o amor cura, que o amor constrói, e todos os clichês que ouvimos por aí.
Mas que ele é cego, bem, taí um que eu nao entendo muito, mas sei que nao é preciso nenhum outro sentido senao o sexto, e que este faz com que os outros cinco se reunam em sensibilidade e ... amor.
Acredito em fazer amor, em regar o amor, em cuidá-lo.
Acredito que nao existe amor sem se dar, e que entregar-se a ele é como dizer sim para o prazer.
Acredito no amor e em poucas outras coisas.
E amo.
Do fundo de mim, de dentro pra fora, de fora pra dentro, com todo o corpo, e com tudo o que me faz ser eu mesma.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

quase nada.

Quase nada, importaria, se o que me alimenta nao fosse a poesia.
Quase nada, mesmo, ou bem pouquinho.
Acontece que é de respirar assim que eu vivo.
É de escrever assim que eu sustento o que é prazer e vício.
É de enumerar as estrelinhas que vi, como se fossem versos de um poema que eu li. E de descrever o vôo das borboletas, pra que ninguém perca o melhor de seu show.
Faço por gosto e por hábito, de pagamento recebo sorrisos, lágrimas e às vezes até um beijinho.
Escrevo.
Ou quase nada.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O saber

Nao sei se tem cor
nem sei se faz bem
nao sei quanta dor
amor ou desdém

nao sei se é mais
ou se já nem tem
nao sei se eu vou
ou se ele vem

Já sei quem eu sou
e sei viver sem
já sei quanto é
e também sei de quem