quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

sobre a alma,

(A vírgula no título sempre tem um porquê.
Aliás, sem querer racionalizar o impossível, sempre busco finalidades para o que vejo - depois de ter visto, ou para o que sinto - quando já estou sentindo, ou para o que escrevo - depois de terminado.)


Escuro por fora,
o dia se apaga
feito a noite de mim.
Dentro,
quente e mistério,
o meu universo se acalma.
É o dia que se vai,
em calendário solar,
formando esquina com o amanha.
É a próxima vez,
e a oportunidade
de começar de novo.
Nao sei o nome
nem o sentido
mas vale o que se intui.
O corpo é a casa
a mente é o motor
e existe um algo a mais.
É o que se entende
vez ou outra
por alma.
É o calor dentro do peito
o punhado de sorrisos
e de dor.
Sao as asas de andorinha
que nascem dentro de mim
e o sonho de voar.
É o desejo
de nao ter limites
e de nao parar.
Faz com que se encontre
em seu íntimo
a sua vida inteira.
Um mundo novo
e só seu.
Isso é alma
- em mim.



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

tempo

"não pára"
"escorre pelas mãos"
"voa"
"passa rápido"
"mano velho"
"cura"



Cura?

domingo, 25 de janeiro de 2009

trata-se de saudade.

Eu queria explicar direitinho, que nao é o verbo "miss" simplesmente, ou "estrañar", "echar de menos" do espanhol.
Tem algo de poético, mas também tem algo de dor.
É uma coisa que a gente sente na espinha, e sabe que vem de dentro do coraçao. É algo que nao se explica com um sinônimo ou uma expressao.
Tem poesia, música e até livros inteiros pra explicar o que é isso de ... SAUDADE.
E hoje, a quase dois meses do dia em que Paty "virou estrela", é isso que eu sinto.
Sinto falta de ligar pra ela e ouvir sua risada e seu carinho ao me perguntar se comi bem. Sinto vontade de vê-la, toda linda, se preparando num ritual de beleza para sair de casa - um detalhe: era a única com fama de nao pontual da casa, mas valia a pena esperá-la sempre, acreditem em mim.
Ah! Que triste é acordar e me lembrar que ela nao está aqui. É isso mesmo, a minha memória me prega quase que diariamente essa peça de me fazer esquecer que ela se foi. Acho que é pra amenizar a dor, mas daí a dor no peito volta forte quando a realidade me dá o seu golpe matutino.
Sinto sua falta. Sinto vontade de conversar com ela. Sinto-me estranha por lembrar-me tao docemente dela aqui com a gente e depois pensar que esses momentos nao se repetirao. Sinto-me triste, muito triste.
Fico pensando que realmente nunca mais serei a mesma, pois parte de mim era ela, era ela, minha irma.
Eu perdi a minha irma, e isso é dor que nao se expressa.
Eu vou sorrir e ser o melhor que puder todos os dias, como sempre a vi fazer. Mas eu confesso, tem uma parte de mim que morreu também, uma parte verdinha feito a fé, cor de rosa feito o sorriso dela.
Eu posso ver as belezas e maravilhas do mundo, ser feliz e acreditar em dias melhores, sim. Mas dentro de mim há um ponto triste, um ponto dor, um ponto SAUDADE.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

benzinho e o português (o idioma)

- Ai, ai!
- O que foi, amor?
- Um morondongo me picou!
- (risos, risos) Marimbondo, amor?

---

- Isso chama tampinha, amor. Tampinha de garrafa.
- Ah! Aquela música? "um tampinha nao dói"
- (risos, risos) Ai que vontade de te mordê!

---

Benzinho sabe do que eu gosto. Pra me mimar um pouquinho, antes da viagem, ele vai escondido à lojinha da rodoviária e pede:

- Um BIS BIS por favor.


(Vocês também já tinham notado que vem escrito duas vezes?)



domingo, 11 de janeiro de 2009

Rio de novo.


"Cê já foi a Bahia, meu irmao? Tem de ir..."
Mas vá ao Rio também, oras...
Vá ao Rio.
Especialmente se puder ser recebido por sua melhor amiga, com quem você se identifica 100% mesmo estando muito tempo sem encontrar.
Especialmente se o benzinho for, claro...
Especialmente se o coraçao estiver precisando parar, olhar ao redor, e ver as diversidades de Deus e do homem, tudo junto, numa cidade só.
Especialmente se Ipanema te fizer cantar, se o bondinho de Santa Teresa te levar, se a água cristalina te abençoar.
Vá ao Rio, brother. Pode ir.
É perigoso sim... é perigoso você nao querer mais sair de lá.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

ano novo.

Este ano eu quero o mesmo que o ano passado. Saúde para mim e para os meus. Amor e vontade de continuar.
Quero o que quero sempre, e o que luto pra ter.
Quero acordar cedo que é para curtir melhor o dia. E me deitar à hora que eu bem entender, ao lado daquele homem que me faz tao bem.
Quero ser melhor todos os dias, e amar. Amar amor do bem, o único que pode receber tal nome.
Quero poder descansar na rede quando a cabeça pedir. E ouvir música que o corpo inteiro sente.
Quero alimentar-me das cores mais belas e dos frutos mais frescos.
E saborear cada dia como se fosse água de coco.
Desejo o que tiver de melhor no mundo para quem rodeia o meu, e o enche de alegrias e bons momentos. E desejo que o mundo inteiro possa encontrar serenidade.
No mais, quero que o tempo me ajude com o que é dor (já que é o único remédio para as dores irremediáveis) e me ensine sobre a paciência.
Eu quero um ano novo.