quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

ao meu amor.

Obrigada.

à nossa estrela.

no dia do seu aniversário, querida, nos reuniremos contigo através dos nossos coraçoes.
rezaremos em agradecimento pelo dia que você nasceu, pela brilhante passagem por nossas vidas, e por você viver eternamente em nossos coraçoes.

sábado, 20 de dezembro de 2008

medicina

Lendo e relendo mensagens que ela me escreveu, ou que eu escrevi pra ela, vi uma que a enviei depois de uma noite quase inteirinha em claro, em que me veio à cabeça a seguinte frase: "o amor eclipsa a dor". A escrevi com todo o carinho do mundo, sabendo que continha ali, nesta frase tão simples, o melhor analgésico do mundo. Este remédio não curou a doença dela, mas curou a sua dor, e um dia vai curar a minha.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

chuva,

até o céu anda chorando.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

foram meses em que o meu medo eu mascarei, para que ela não desse conta.
eu mascarei os altos e baixos da minha fé, em poesias que eu tentava colorir, para fazer seu dia melhor.
eu sorria com lágrimas secas, que não caiam, não por falta de dor aqui dentro do peito, mas por vontade de ser mais forte e de deixá-la tranquila.
eu confessa, apenas de noite, a dor que me acompanhava em meses em que a sua luta era nosso alimento.
eu sentia no peito um medo que me aterrorizava. não estava pronta para perdê-la. nunca estaria.
hoje, não sei dizer que vento bate em mim, que força me faz levantar, que sol é esse que nasce diante dos nossos olhos e que vira lua cheia pra me consolar.
não sei explicar. nunca saberei.
mas os dias eu passo sorrindo. nas tardes eu sinto saudade e à noite deixo uma lágrima soltar-se de mim.
o amor conta mais que a dor.

retórica.

se ela estivesse aqui, diria:
- Pequena, não chora!
Mas como posso não chorar se ela já não está?
(e se por isso mesmo choro...?)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

"a minha fé deu nó"

um pouco de poesia pingou no dedo da menina. ela, cheia de esperança, soprou no ar o pozino daquela coisa, a poesia. esperou até que o mundo todo tivesse aquela cor. às vezes o mundo tem. às vezes o mundo nem tem. "descolore". a menina chora. mas fazer o quê? a gente tem que dançar porque ainda é dia.

sobre a morte,

"Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá..."

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Paty

Ela uma vez me deu um livro de Mário Quintana.
Ela sempre lia meu blog, às vezes com uma férrea interpretaçao das poesias, preocupando-se comigo. Ela sempre cuidava de mim.
Quando me mudei para a Espanha, ela me telefonava pra saber se estava me alimentando bem. Eu estava sim, e achava uma graça sua forma de cuidar de mim.
Ela, bela e vaidosa, sempre me dava presentes que combinavam com ela, e acabava pegando emprestado depois.
Ela sorria muito.
Tinha as melhores lembranças possíveis das nossas viagens juntas.
Amava a família de uma forma muito declarada.
Nos agradecia sempre as visitas, por mensagens de celular muito carinhosas.
Eu, a caçula, aprendi MUITA coisa com ela. Foi ela quem me ensinou sobre assuntos que minha mae tinha vergonha de conversar. Foi ela a primeira a saber muitos segredos meus. Foi com ela que bebi pela primeira vez, um Hi Fi tao forte que nunca mais eu bebi Fanta!
Eu estava com ela enquanto nosso sobrinho, nosso único sobrinho, nascia no hospital. Recebi com ela a deliciosa notícia que era um menino, para encher a casa dessas três irmas de carrinhos e bolas de futebol. Juntas, sorrindo e chorando, esperamos ansiosas pela chegada de pai para nos levar ao hospital.
Ela adorava tirar fotos, e sempre ficava linda nelas.
Ela era doce. Doce mesmo. Quase nao dizia nao.
Cativava a todos com sua beleza (maior ainda por tanta simpatia).
Dormiu ao meu lado por MUITOS anos, até se casar.
Foi a noiva mais linda que eu já vi.
Foi minha madrinha.
É uma lembrança gostosa, que traz lágrima com sorriso.
A minha irma era bem mais do que eu posso escrever aqui. Mas eu preciso tentar escrever, tentar expressar, tentar fazer doer menos a falta que ela me faz.
Ela está dentro, onde sempre esteve.
É amor de perto.