quarta-feira, 30 de abril de 2008

a rede.

Nao sei se sai dos seus olhos, ou se vem dos olhos meus.
Nao sei vem da batida do seu coraçao, ou do samba dos meus pés.
Nao sei nada. E sinto quase tudo.
O tamanho da rede, eu também nao sei.
Eu sou peixe e mar.
E meu amor é seu.


Ouvindo Lenine. Gente! Escuta Lenine, tá? Ah! E me escreve mensagem, poxa!

sábado, 26 de abril de 2008

caminho.

Ando querendo ver a vida como fazem os poetas.
Busco nas nuvens formas,
na chuva, um cheiro,
na comida, o tempero,
no jardim, a flor que se abre.
Ando querendo ver a vida como fazem os apaixonados.
Busco em seus olhos meu rosto,
na sua mao, meus dedos,
na sua boca, a minha,
no seu peito, meu descanso.
Ando querendo ver melhor e vejo.
É questao de seguir andando,
e de nao fechar os olhos.

terça-feira, 22 de abril de 2008

sobre filmes.

Tem filme que a gente vê e pronto, já viu, ok, foi legal, ou foi ruim.

Mas tem filme que a gente vê e pronto - tem algo sobre nós ou para nós:

A poética de Cyrano de Bergerac
A filosofia de amor de Don Juan de Marco
A doçura do Señor Ibrahim (y las flores del Coran)
A loucura ou "normalidade" da Pequena Miss Sunshine
A dor e a superaçao de Só Deus Sabe (além do amor entre um hispano hablante e uma brasileira)
A adaptaçao e o ser como a água de Memórias de uma Geisha
A fantasia como realidade de Labirinto do Fauno


E outros, outros filmes que trazem orvalho aos olhos, mel na boca ou flores no coraçao.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Sobre o beijo.

"De las lágrimas a al beso,
no hay más que un escalofrío.....
¿Pero que es un beso, al fin y al cabo?,
un juramento hecho un poco más de cerca,
una promesa más rotunda,
una confesión que se quiere confirmar.
Un secreto a la boca en lugar de decirlo al oído;
Un instante del tiempo infinito que produceel rumor de una abeja,
una comunión con gusto de flor,
una forma de tomarse el respiro del corazón y degustarse un poco
el alma en los bordes de los labios."

Cyrano de Bergerac


Eu quero aprender francês, amor. Vamos?
Pra gente ver de novo esse filme, ler esse livro, recitar esse poema.
Quero dizer Merci com boca de quem quer beijo.
Porque é do beijo que eu falo hoje.
Do beijo seu, meu bem.

domingo, 20 de abril de 2008

anjo.






Assim, o momento vira poesia, a terra vira paraíso, o meu sorriso vira um beijo, o seu colo vira a minha casa.
Você, anjo e amor, entra no meu coraçao fazendo moradia. De por vida.

domingo pela janela

acordo devagarinho e vejo
'faz chuva' lá fora,
e sol aqui dentro.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

água.

nao sou mar,
sô rio.

dizer e fazer.

"Yo te amo.
Me gustaría decírtelo todos los días
y la mejor manera que encontré para decírtelo
es hacértelo".

quarta-feira, 16 de abril de 2008

sábado, 12 de abril de 2008

a poesia é ela.

Amanhece o 12 de abril.
Ela ainda estará dormindo.
Amanhece com sol e sorriso, abro os olhos e digo:
- Hoje é aniversário dela.

A poesia do dia é a simples lembrança da mulher com quem mais tenho coisas em comum. E o amor, sentimento vivo e imaterial, me rende hoje a sorrisos e uma alegria que desejo atravesse oceano e montanhas.

Ela é professora. Eu também.
Ela gosta de literatura e poesia. Eu também.
Ela é Lopes Barbosa. Eu também.
Ela vive de amar a seu bem. Eu também.
Ela é fortaleza e valentia. Eu busco ser.
Ela é doce e amada. Eu morro de saudade.
Ela é uma mae maravilhosa. Eu serei, um dia.

A poesia do dia é comemorar, apagar velas com sopro de vida, pedir com o coraçao o que todos nós mais desejamos nesse momento.
A poesia do dia é minha mae.


sexta-feira, 11 de abril de 2008

de onde?

Às seis da tarde, em Nova Lima, toca uma música na igreja. Todos os dias a mesma música, há muitos anos.
Eu nao estou em Nova Lima há alguns meses, mas só hoje pensei na música, senti falta dela. Tocou na minha cabeça.
Eu nao me sinto mais de Nova Lima do que me sinto daqui.
A queca, as barraquinhas de Santo Antonio, a praça do Mineiro fazem parte de mim sim. Mas também sou da terra das laranjas, do mediterrâneo e das fallas.
Sou de lá e daqui, e ao mesmo tempo nao sou de lugar algum.
Eu falo Hola e Olá, tomo chá e té, sou Adriana e Dri.
Minha bandeira tem o verde floresta, mas também precisa do vermelho paixao.
Escolho nao ser de pátria nenhuma se me deixarem viver de "mundo inteiro".
Quando estiver lá, sentirei saudade daqui. Enquanto estiver aqui, ¡Echo tanto de menos allá!
A minha língua mae nao é português nem castellano. É Márcia. Minha pátria amada, Élcio.
O meu país nao é Brasil nem Espanha.
O meu país é ele.
E o país dele sou eu.

sábado, 5 de abril de 2008

primavera.

"la persona que suele regalar flores siempre tendrá las manos perfumadas".

terça-feira, 1 de abril de 2008

fôlego.

Vino este chico hacía mí. Se acercó. Tenía altura de un niño, cara de un jovencito de 15 años y una mirada rara. Su mirada no me dejaba seguir caminando. Él tenía unos aparatos alrededor de su cuello, como se hubiera sufrido un accidente o si tuviera algún problema en la columna vertebral. Después de un rato así parado, mirándome, dijo: ¿me puedes ayudar? Yo no sabía que hacer, pero pregunté: ¿Quieres ir a algún sitio? Él no me contestaba. Seguía mirándome con aquella mirada que yo no acababa de comprender, de una manera que me mareaba, que me quitaba energía. Después de largos 30 segundos, los más largos 30 segundos, me dijo: ¿Puedes inflar esto? Tenía un balón en las manos, que yo no me había fijado hasta que lo me enseñó. Miré el balón. Miré al niño. Fue mi vez de callarme por algunos segundos. Entonces, finalmente, dije: Lo siento, no lo puedo hacer. Mi falta aliento.

Bajé la mirada y seguí caminando. Después de algunos pasos miré hacía detrás de mi, y no estaba el niño.
No lo tengo claro si en algún momento ha estado.