domingo, 30 de março de 2008

"instante-já"

Era assim que Clarice se referia ao 'agora'. Eu, meu copo de água e minhas flores, vivemos o instante-já com a sensaçao de que tudo e nada sao conceitos fortes demais. Sentimos, com o peito aberto e a alma em descanso, que enquanto o sol está lá em cima e a gente assim, esperando, a vida vai bem.
Vai bem...
Se ela vai bem, eu vou também.
Anda assim o agora. O momento em que lhes escrevo. Neste segundo de tempo, neste dia de calendário, neste um, dois e já.
Faz bem saber que ela vai bem. Faz bem ver o sol e sentir um calorzinho aqui dentro.
Faz bem saber que em pouco tempo ele chega, que em pouco tempo a água será para as flores e eu serei só para ele.

Faz bem.
Vai bem.
Vou bem.

Claro, isso se trata de agora.

sábado, 29 de março de 2008

sexta-feira, 28 de março de 2008

os nossos passos.

"Quando nos ensinaram a andar, nao foi apenas para corrermos, trôpega e desequilibradamente, para os braços seguros de quem nos acolhia. Foi com a certeza de que esses passos eram um processo que mais tarde nos faria dar passos fortes e decididos em direçao ao que entendêssemos."

Pedro Barbas de Albuquerque

quarta-feira, 26 de março de 2008

de noite.

Combaterei bravamente as tempestades e tormentas que se fizerem dentro de mim. Levarei meu impulso de salvar-me ao grau mais elevado até que 'erupta'.
Farei de mim brava guerreira, lutando contra os aplausos de tristeza em meu interior, para trazer de volta o império da calmaria. Serei forte e cruel contra o pesadelo. Acordarei antes de que se faça o final.




(nem tudo que escrevo hoje é de hoje)

terça-feira, 25 de março de 2008

retórica.

a vida enchendo a gente do que ela sempre enche: alegria, novidades, saudade, alguma dor, muitos medos, vontade de parar o tempo, voltar de recomeçar, amor!, muito amor!, mais amor!, a vida enche a gente de amor ou a gente enche o amor de vida?

abraço.

eu gosto de sentir a sua respiraçao.

domingo, 23 de março de 2008

domingo de Páscoa

Desejo que o domingo seja mais doce que chocolate,
que a vida inteira seja um constante renascer,
que só chore a vela,
que a paz seja mais branca e blanda que o coelhinho,
que sempre volte a surgir em nós os melhores sentimentos,
que comemorar nao esteja ligado à calendário,
que abraçar nao seja só uma tradiçao.
Desejo que esse domingo de Páscoa seja feliz.
E que os dias depois de hoje também.

sábado, 15 de março de 2008

Consuelo.

Ela nao sabe muito bem o que é isso de internet. Nunca, certamente, terá ouvido falar de blog. E sei que nao saberá, nao por aqui, o quanto gosto dela.

Eu a chamo de "tú". De repente é um pouco de falta de respeito da minha parte, mas eu tomei um carinho instantâneo por ela, à primeira vista. A adotei como avó desde que chegamos nesse prédio.
Ela nos trata com muito carinho. A mim e a meu "jefe", como carinhosamente se refere ao Antonio.

Ela é nossa vizinha de porta. É valenciana, mas de pai asturiano. Tem 82 anos. A mesma idade da minha vó. Trabalhou por anos em salao de beleza.
Tem uma neta da idade do Antonio e um neto da minha idade. Seu marido e seu filho se chamavam Antonio.

Consuelo é doce. Hoje nos encontramos na porta do prédio, quando descemos as duas para ver e ouvir de pertinho a banda que passava. Que bandinha mais linda! Jovens da escola de música tocando suas flautas, pratos, tambores. E crianças! Crianças fantasiadas, de maos dadas a seus pais. Nao eram muitos, era uma bandinha pequena, mas daqui de cima ouvimos. Tanto eu quanto Consuelo. Quando nos encontramos lá embaixo ela me deu o braço. E foi assim que assistimos a bandinha passar. (A Banda, Chico! A banda!).
Depois subimos. Ela me convidou para um café com leite. É. Um café com leite que ela fez e tomamos enquanto conversavamos sobre a guerra civil espanhola, sobre as pessoas que amamos e "echamos de menos" (sentimos falta), sobre a gatinha Mia que me rodeava em busca de carinho.
Vi fotos, comi uma rosquinha de chocolate, recebi abraços e sorriso.

Ela disse, como faz todos os dias em que encontramos, que qualquer que eu precisar é só pedir para ela.
Mal sabia, mal sabia, que ela acabava de me dar a coisa mais bela que podia me oferecer: carinho e abraço de vó.

sexta-feira, 14 de março de 2008

vinho, vela, a vida.

a realidade anda diferente.
anda diferente, às vezes, do que a gente pensou.
anda à sua maneira.
à sua vontade.
a gente acompanha, quando pode, como pode.
a realidade anda diferente.
mas o que é real?

se real é o que a gente sente, eu pediria um pause na realidade que andam nos contando e gritaria bem alto:
real é amor. e só. e nada mais!

ando de saco cheio da realidade que nao é que a gente sonhou.
acho um absurdo, injusto, feio até.

a gente sonhou, depositou energia e os nossos melhores pensamentos.
e ainda assim nos contam outras coisas?
nao.
a vida é o que a gente quer, ok!?
estao escutando, hein!?
deixem-nos em paz. na paz em que acreditamos.

as pessoas que eu amo e eu, pedimos, com toda a força da nossa esperança, com toda a fé do nosso coraçao:
realiza o nosso sonho, realidade!
torne-o real. o quanto antes, tá?!
a gente tem urgencia.

quarta-feira, 12 de março de 2008

¿Quiénes somos?

Somos el abrazo de un mundo partido,
la fuerza oculta de un mañana gestado,
la caricia 'tipo c' de árbol prohibido,
padre y madre de un jardín enamorado.

Somos pedazos de amor unificado,
el orgasmo de un cosmos siempre en comienzo,
agua rota de un futuro embarazado,
grito y parto de este nacimiento eterno.

Somos hijos del sacrificio del miedo,
pareja que hace 'dos' para unirse en uno,
amados por la tierra, amantes del cielo.

Somos el mar con apariencia de nudo,
somos sangre y semen; somos toro y diosa;
Shiva y Shakti; somos todo, somos uno.

(poesía escrita por mi amor)

terça-feira, 11 de março de 2008

poeminha procê.

Eu sambo, benzinho. Prá você!
Eu faço carinho, beicinho, carinha de quem quer mais.
Faço da vida a poesia, aquela linda, que te falei que ia escrever.
Faço do seu sorriso minha alegria, da sua paz a minha guia,
do seu abraço minha força de viver.
Eu faço tudo direitinho, amor. Só pra nao perder você.
Se um dia ou outro, assim, meio sem querer,
eu tropeçar, ou quebrar um prato, ou chorar assim sem porquê,
cê me desculpa, amor? cê me abraça?
Eu nao quero ficar longe de você.


"Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz...
Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor...
Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa
Sou macumbeira
Eu sou de paz
Eu sou do bem.... Mas!
Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem..."

segunda-feira, 10 de março de 2008

08 de março: dia internacional da......

Ah! Os homens sao tao legais!
Vamos fazer um dia para eles também! :)

sexta-feira, 7 de março de 2008

a novidade do mundo.

a eterna, a urgente, a grande novidade do mundo.
bate na porta de casa, gira os redemoinhos da vida, sopra na cara da gente.
a espera, a loucura, a tentativa.
incansável, indomável, inquieta.
a vida parece, a vida tenta, a vida é...
a gente pensa no que quer, sonho com o que quer, faz o que se deve.
mas chega na gente a corrente de ar, de vento, de grito.
o vento grita e os cabelos voam.
a gente nao sabe nao chorar.
o corpo pede colo.
a alma pede abrigo.
a gente nao sabe nao falar.
a novidade vem, o tempo muda, o céu compadece do que a gente sente.
incrivelmente lento, incrivelmente belo, incrivelmente triste.
faz a gente sorrir em dor, em dó, em saudade.
faz a gente chorar em fé, em ré, em vontade.
tanto faz.
a gente é pequeninho demais.
a gente só sabe da gente e, mesmo assim, sabe pouco, pouquinho.
a novidade veio.
a grande novidade do mundo.
a gente encara, meu bem?

quinta-feira, 6 de março de 2008

domingo, 2 de março de 2008

o amor.

Nasce. Brota dentro da gente.
Mas, de repente, a gente tem a impressao (ou será certeza?) de que sempre existiu em nós.