Ela se irritava porque não conseguia, por falta de paciência, encaixar a tampa na ponta de trás da caneta. Tinha os olhos de raiva assim, como quem culpa até a indústria que produziu tal caneta e tal tampa.
Afinal, não era dela mesma a falta de tato e a verdadeira culpa.
sábado, 28 de julho de 2007
mini conto. vale ponto?
sexta-feira, 27 de julho de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
pelos olhos - a parte pelo todo.
E são os olhos dele que eu vejo (desejo),
quando abro os olhos meus.
terça-feira, 24 de julho de 2007
ao meu sol.
Escrevo, amor. Mesmo depois de dizer que já não faria. Mesmo depois de tentar poupar, repensar ou deixar quietinho.
Mas grita aqui dentro a poesia que vivo/sinto/respiro.
E quando você estiver lendo, Cantabrio mío, é uma carta de amor.
Amor,
Faria o que fosse, amargo ou doce, para te ver sorrir. Escorregaria em lágrimas minhas para aproximar o choro meu do seu colo. Ataria as minhas mãos para não lhe fazer mal algum, só carinho. Escaparia de armadilhas, encruzilhadas e obstáculos para ser a mais forte e conquistar você. Dançaria pra te ver me olhar. Acordaria às 2 daqui pra desejar 'bom dia'. E me deitaria às seis da tarde para acompanhar teu sono. Me embreagaria de mel para te deixar saciado. Atropelaria meu cansaço para cair nos teus braços e te ouvir falar teu espanhol gostoso. Faria sozinha uma estrada inteira pra aproximar o teu país do meu. Atravessaria a nado o mar que for pra chegar no teu ancoradouro. Lançaria a minha âncora. E ficaria pra sempre. Trocaria o futuro do pretérito por futuro do prensente. E farei o que for, amargo ou doce...
Imaginado por
Anadri
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21:30
14
poesias
segunda-feira, 23 de julho de 2007
abrir.
Tem hora que chega a hora, ou a vontade cresce, de abrir o nosso diário, as portas e janelas da casa da gente, a nossa vida, os nossos gritos e sonhos, para quem quiser entrar.
É em momento assim que as palavras nossas viram de todos. Os segredos se tornam histórias explícitas. A nossa coragem ganha a força dos desejos bons dos outros pra gente. Não que a gente só receba coisa boa de fora pra dentro. Mas quando a gente é capaz de limpar os olhos e penerar o que vem, a harmonia é quase garantida. O ar que a gente inspira vem pra purificar. Entra, penetra cada instante um pedacinho da gente, e sai. Sai "ar pra ser renovado". E em repetições assim gente respira.
Tem hora que chega a hora da gente expor. Mostrar. Falar. Deixar ser visto.
sábado, 21 de julho de 2007
tal e tal.
a caneta tava sem tinta, mas ela insistia em escrever. o espelho tava rachado, mas ela queria que queria ver o corte no canto do rosto. o dia não tava lá grandes coisas, mas ela pegou óculos de sol e saiu para caminhar. ele de repente nem se lembrava dela, mas ela chegou perto e lhe deu um abraço forte dizendo seu nome como quem o tivesse visto há dois dias. o passado não era lá tão mau, mas ela decidiu vida nova e pronto. a comida estava meio sem sal, mas ela comeu e sorriu ao final. a poesia não ia sair de jeito nenhum aquele dia, mas novamente ela insistia.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
"mas no es poesía, es mi vida"
a ansiedade engoliu o meu estômago. a espera fez minha cabeça doer dor de agulha. mas meus pés teimosos ainda sambam.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
causos - parte 6
Avó de amiga é igual avó da gente, né!?
Depois do almoço, mãe e filha conversam, e a gente acompanha cada palavra:
- Nossa, tô precisando muito falar com o Wagner!
- Uai! Manda um email pra ele!
- Mas eu não tenho o email dele, mãe!
- É facil! É só colocar lá no computador: wagner arroba ge mail ponto com. Ou será que é wagner arroba rottweiler ponto com?
Imaginado por
Anadri
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07:47
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sábado, 14 de julho de 2007
sinopse.
a dor ferve em vermelho, em mim.
piano acompanha as batidas do meu coração aflito. e o frio faz tremer as minhas pernas, ombros e pés.
o sangue que escorre da mão da menininha me dói.
me dói o me saber sozinha.
me alivia a descoberta do eterno.
as dores do mundo me cercam.
a minha esperança verde me torna forte.
tem fada: eu vejo. tem fauno: eu sinto.
tem amanhã: eu quero.
a luz apagada me assombra.
e não continuo. não escrevo. não choro. não conto o conto de fadas. não te falo nada. não digo se eu gostei. se me doeu forte demais. se me valeu o dia, a dica, a pipoca que não quis comer, a solidão pra ver.
não te deixo saber o que eu pensei desse filme, dessa história, dessas cenas fortes - cruas, diretas, inesperadas. não te permito a interrogação. não te conto o que eu opino, no que eu acredito, o que me tocou.
não revelo as minhas lágrimas, o meu medo de abraçar travesseiro, as vezes todas que fechei os olhos pra não ver o tiro.
não conto.
filme: o labirinto do fauno
não leva, ventania.
o que se pode dizer, ventania, das folhas que você leva embora?
devo chamá-las de efêmeras, ventania?
na luta de repetir os agoras é que se constrói o eterno?
guardo folha por folha que pego do chão, abraço com sentido de proteger, respiro forte e deixo o amanhã chegar, fazendo esse agora durar um pouco mais.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
religião. arte. vida.
É ao som de tambor e fé que a quarta-feira toma fim. Com gosto de pipoca e clarinê.
Com ritmo de congado, de esperança e bom sorriso, caminhando para a praça que recebe a gente nos chamando de livres. A gente roda e se embola no meio de um tanto de gente que nem nos conhece. Se sente artista, cantor, acredita até na fé deles: nos olhos brilhante da filha do capitão, nos olhinhos tímidos da menina que não conseguiu vencer o sono. A gente luta pra dar conta de cantar como eles fazem. A gente stereoteca também porque a vida tá precisando de música, poesia, batuque de tambor e palmas das mãos.
A gente não quer deixar a alma adoecer. A gente batalha a coragem, estuda a fé deles, revigora a nossa vontade de sonhar e ... sonha. Pronto! A vida precisa da gente.
"ô, beija-flor toma conta do jardim, vou pedir Nossa Senhora pra tomar conta de mim"
quarta-feira, 11 de julho de 2007
hora de garimpo:
Imaginado por
Anadri
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16:12
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terça-feira, 10 de julho de 2007
amada.
Ela era amada.
segunda-feira, 9 de julho de 2007
domingo, 8 de julho de 2007
As maravilhas do mundo.
sábado, 7 de julho de 2007
da TV pra cá.
O que não sou
(Isadora Medella - Chicas)
Eu não sou poeta nem quero ser
A canção eu fiz pra sobreviver
Coração aperta, canto pra respirar
Toco minha viola pra poder sonhar
Eu não quero nada que faz doer
Quero amar o mundo, quero amar você
Quado você não está eu vou tocar tambor
Extraviar no pulso toda a minha dor
Um dia o amor acaba
Invade a dor deságua
Transborda a minha alma
Vazia está agora
Eu não sou maluca nem quero ser
Mas a noite passa e eu não vou dormir
As flores me agradam, tentam me colorir
Toco uma toada pra poder te ouvir
Eu não sou ateu nem quero ser
Deus te abençoe, rezo por você
Eu vou tocar a flauta pra me despedir
De longe minha alma vai velar por ti
atemporal.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
causos - parte 5
Depois de uma crise chata, ruim, quase grave de gripe, venho justificar aos meus aluninhos sobre minha ausência na última quinta.
- Ai, meninos, me desculpem. Mas tive uma crise, porque tenho quase todas aquelas "ites" chatas. Sinusite, rinite, otite...
- Celulite também, teacher?
E o pior foi nem poder responder com firmeza:
- Celulite não, dear!
Droga de coca-cola!
Imaginado por
Anadri
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10:20
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