quinta-feira, 31 de maio de 2007

causos - parte 4

Avó e neta fazendo caminhada.

- Sabe essa moça que passou? (se referindo a uma senhora de mais ou menos a sua idade)
- Sei, Vó!
- Então... esqueci o nome dela... mas fiquei sabendo que ela tá com aquele negócio.
- Que negócio?
- Não lembro o nome... é aquele negócio, que a pessoa começa a esquecer tudo...

terça-feira, 29 de maio de 2007

yours.



"I'm no longer the master
of my emotions".


domingo, 27 de maio de 2007

raining.

the sky and I.

poetry around. around us.

Hope you could see that there's poetry everywhere in this world I tried to show you.
Hope you could see that the cold wind is not as strong as the warm sun shining in our skins.
Hope you could see smiles on people's faces. They don't have anything else, but their smiles.
So we cannot call them poor.
All of our belongings have the color we give them. Because they are not things we buy, since there’s not much money, they’re things we make of wood, leaves from the trees – that we sometimes have to take them ourselves because they won’t fall off even during the fall - and the reddish earth you mentioned, and seeds. That’s what we do for a living – we try to make the best out of what we have – although we don’t have much.
We are the country of music.
Even the big chaos of cars in the crazy roads and streets try to make a melody for our reality.
We’re all about dancing.
The guys who sell stickers, the kids who sell candies or beg for money in the bus, they all dance while they walk.
People can all stop their suffering for a 5 days carnival.
They can all forget they don’t have money for next day’s food to watch a football match.
Oh, yes, we are so poor - poor of money. But not poor of smiling, believe me.
Please, do come back. I’ll be glad to show you around.
Because there’s a lot of poetry everywhere.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Dri(e) kussen

O que os outros não sabem é que a gente é capaz de amar, assim, e deixar ir. Não compreendem que nem todo amor precisa de presença. A gente se ama de longe assim, porque somos de dois mundos diferentes, né!?

Não sabem que somos parceiros de alma: sorriso, risada, poesia e silêncio.

Coisas que nos deixam com o coração cheio de vida. A alma leve feito pássaro.
E que bicho somos, então?



Não, meu bem. Eles não entendem.
Não sabem que tocamos o chão de leve porque queremos dançar.

Levamos a vida meio a sério em meio à diversão. E nos sentimos mais vivos ainda quando o vôo é alto ou quando uma queda nos permite levantar mais fortes.



Eu amo você sim, meu bem. Como o barco ama o vento. E com gosto de liberdade na boca.

Amo um amor de: VAI! E te vejo ir com lágrimas nos olhos de saudade, mas com uma vontade enorme de te pedir que a gente se encontre, um dia, em algum lugar desse mundo enorme que a gente ama.


Amo.


Amo com amor de irmã, de amiga, de menina, de uma andorinha pequena.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

vrije vogel

BCN - La Rambla


porque nós gostamos de ser livres.

vrije vogel

somos soul partners.

"A vida é a arte do encontro."
Ponto.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

sem nexo.

a vida colorida feito aquarela.
o corpo cansado, a mente à mil.
os dias claros e o tempo frio. aquele friozinho que dá vontade de abraço.
um medo que faz abraçar o travesseiro, quando a noite chega.
saco cheio quando o trabalho não vai bem. poxa!
sorriso quando leio a Lua.
novela dividindo a cama com o pai e a mãe.
tem o perfume.
tem a foto que vejo três, quatro vezes por dia - porque eu sinto saudades de mim:
de onde sou, à vontade, a minha vontade.
tem aquela colcha xadrez.
não há altar, ou palanque, arredoma, pedestal. não há nada disso.
todo mundo aqui embaixo. bem real. bem gente.
a vida tá colorida quando tá e pronto.
e P&B se por ventura lhe parece bem assim ser.
porque eu sou e estou.
feliz e triste.
agora e todo o tempo.
sem muito julgamento. sem nada a declarar.
descanso depois de um ano suado de amor demais.
e vai pro inferno quem não quer o bem.
hoje prefiro harpa e algodão doce.
amém.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

me lendo.

E talvez você seja exatamente a minha ausência de palavras. Talvez se encontre, em mim, quando silencio.
Seja você, assim, o meu desejo calado. O meu grito quieto. O meu sussurro.
Eu que vivo de palavras e papel, hoje, no escuro do meu quarto e no canto da minha lembrança te sopro minha vontade.
Faço piruetas no jardim que invento para te ver quieto, sentado, sorrindo.
Você é, talvez, a saudade traduzida em batimento cardíaco e rubor de um rosto de quem está pensando em você.
Do meu canto de cá, de perto da janela, pergunto à lua sobre você. Ela sorrindo responde: vai bem... vai bem...
E na certeza que tenho de você ser tão meu, sorrio de volta e digo: eu vou... eu vou...
Quando o verão chegar, te deixo ler em meus olhos e minha pele a poesia que é você.

hoje



fadas dançam no meu jardim...

terça-feira, 15 de maio de 2007

terça cedo.

Gosto assim: A casa cheia de flores, a vida com música da boa, os olhos e abraço cheios de perdão, o mundo cheio, tão cheio! As horas muitas, mas rápidas. Os dias feitos em calendário. A sábia mania de agradecer. O carinho espalhado pelos cantos do quarto, do asfalto, do alto da igreja à terra vermelha do jardim esquecido.
Cheiro de frio. Inverno em que sua lembrança me esquenta e te mando energia em forma de bolinhas de sabão. Recebe?



Saudade de quem foi morar logo ali, com aliança nova e uma vontade crescente de ser feliz.
A noiva da cidade, a irmã da cama ao lado, a amiga (ponto).
O amigo pra começar, cunhado pra cá e pra lá, irmão.



Coisa que gosto de ouvir e dizer:
Boa viagem!
Vai, carinhosa. O mundo é tão seu! Abre os olhos quando o avião estiver bem alto. Sim. Somos tão felizes!
Vem, olhos azuis. Mal posso esperar para vê-lo. Montanhas daqui te esperam. Meus olhos azuis te esperam. Vem!



É! A esperança fez moradia. Cuido da casa com cuidado e oração.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

shhhh...

Silencie um pouco.
É no vazio de som que nasce a música.

sábado, 12 de maio de 2007

Gertrud (1964)


- Amor Omnia -



¿Soy bela?
No, pero he amado.

¿Soy joven?
No, pero he amado.

¿Estoy viva?
No, pero he vivido.

(Dreyer)


sexta-feira, 11 de maio de 2007

agenda.

Um monte de coisas boas pra gente fazer:

http://www.circuitoalternativo.blogspot.com/


Além disso:

Tomar leite queimadinho pra espantar o frio.
Brincar de elefantinho colorido com três menininhas lindas - quem ainda tem a arte de ser criança tem coração mais leve.
Assistir a documentários de gente do bem: Alceu Amoroso Lima.
Abraçar.
Fingir que é "Dia do beijo" e surpreender todo mundo com um beijo no rosto pra comemorar o dia.
Acreditar no mundo.
Contar piada no meio de uma reunião.
Discutir a educação no mundo por MSN com um amigo.
Almoçar com os pais.
Morrer de rir de uma bobagem qualquer.
Podar uma planta - que é pra nascer mais flores depois.
Comer pipoca.
Inventar e rimar palavras.
Ensinar a tática dos dedos para multiplicar números por nove.
Apaixonar-se.
Contar a verdade, que parece doída, e se sentir leve com isso.
Perdoar.
Falar uma oração.
Sair correndo à toa.
Dormir cedo numa sexta-feira - porque o sábado vai ser maravilhoso!!!
...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Como vai você, libriana?

"exultante até os céus, angustiado até a morte"
Goethe

terça-feira, 8 de maio de 2007

meia lua inteira.

Quem foi que comeu metade do queijo?

domingo, 6 de maio de 2007

ao casal.




Juntem rimas e façam uma poesia linda.


Quem bem lê (ou assiste) a um romance, pode até adivinhar o final. O meu palpite (e mais verdadeiro desejo) é de que serão felizes para sempre.

sem nada pra dizer.

O que dizer?
Eu queria lhe dizer uns dizeres assim, que quem me disse eu não posso dizer. Eu ouvi dizer, assim por aí, e quero que me diga o que acha do que vou dizer. Pois são dizeres que digo pra que você me diga também, depois, de tudo que ainda não me disse.
Eu preciso dizer e quero que escute. E digo que jamais direi o que não for pra ser dito. Mas digo, e repito, que o que preciso dizer agora é, mais do que nunca, algo que não disse antes.
Eu sei que já disse isso de dizer o que ainda não tinha dito, mas, dito e feito, disse de novo.
Ok. Eu digo logo:
hoje só vou dizer o que todo mundo já disse. E não digo mais nada!
Você sabe o que eu quero dizer?

quinta-feira, 3 de maio de 2007

o som.

Acaba a música que a gente tentava compor – j u n t o s. Acaba a idéia de música a quatro mãos, de sonhos a nossos lábios, do entrelaço (abraço) dos nossos cabelos.
- São os seus fios arrastando a minha idéia de entregar a alma a quem quer minha pele. -
Eu te queria tão bem...
Mas acabou, estranhamente e como não pensei ser possível acabar, aquilo que nasceu sem que eu quisesse ou permitisse, mas que (faz bem mais de ano) cresceu e eclodiu tomando forma em meu corpo e acelerando aqui dentro as rodas que o sangue faz até chegar ao coração.
Eu gritava que era pra você ouvir. Disparava tiros ao alto para que um dia chegasse aos seus ouvidos o sussurro do amor meu.
Mas era nossa música. Era nossa vontade de compor.

E eu escrevi demais... Você parou a melodia antes de eu chegar ao fim.
Só que agora eu terminei. A música nossa, com melodia sua e palavras minhas. Foi assim, no ritmo que você fez, com o som das baquetas suas e do choro meu. Acaba em sorriso, cara lindo.
Em sorriso assim, o seu e o meu.


Toda música tem um fim.

andorinha só.

"O pássaro que se separa de outro, vai voando adeus o tempo todo."

quarta-feira, 2 de maio de 2007

conto de fadas.

Não era linda nem loira, a menina.
Vivia com os avós e suas outras duas irmãs, lindas e loiras.
Não entendia muito bem da vida, não tinha muitas certezas e queria pouco mais que dançar.
Era bailarina.
Sorria pouco, aepnas nas aulas de ballet. Mas era grata pelos cuidados dos avós. Eles, no entanto, não a viam com melhores olhos porque não era linda e loira como as outras duas.
Chorava às vezes, a noite, por não entender que mal tinha não ter fios dourados no cabelo.
Um dia, recebeu uma carta que a convidava a ir dançar na Rússia, onde ficaria aos cuidados de uma família muito boa e teria todos os seus gastos pagos pela compania de Ballet.
Com o maior sorriso de todos os tempos foi dar a notícia aos avós.
Eles, após lerem a carta e assistirem ao êxtase da neta caçula, se reuniram no quarto por dois longos minutos e voltaram com a resposta:
- Você não pode ir. Precisa ficar e cuidar da gente: cozinhar e arrumar a casa.
A menina aceitou com olhos que lacrimevajam.
Algum tempo se passou e a tristeza que levava dentro do peito a deixou cada vez mais magrinha e fraca.
Uma noite de estrelas se deitou na cama e dormiu.
De repente, uma fada iluminou a janela e entrou no quarto.
Num toque de mágica a colocou em um lindo vestido azul de ballet. E a menina, que não era linda nem loira, foi dançar no céu.

(recontando a história da professora Babí)

terça-feira, 1 de maio de 2007

vital

Bom senso de lado, considerando Eros o filho do Caos, apago a culpa por não resistir ao bicho de mim.
Sou bicho.
Instinto e vontade: eu sou desejo, se assim puder chamar.
Do caos ao cosmos: o gozo, se vier do lírico ao mais humano lado do amor.
Bom senso de lado porque estou falando de impulso: os meus dragões internos, o meu bicho solto.
E na poesia do erótico, em letras de música ou mitologia, a essência é o se saber livre para o amor.

Mortal que sou, e santa, no meu lado espírito sou Psiqué. Vivo amor de poesia com quem já não vejo, e tenho apenas na memória o rosto e belos olhos que me fitavam ao anoitecer. Vivo com lágrimas um amor com rimas, regado a inspiração e expiração que ritmávamos em estado yoga.
E na poesia sacra, em longas cartas e versos, a essência é se saber livre para o amor.

As flechas minhas do desejo-carne atingem meu espírito.
Só vivo plena onde corpo e alma se encontram.