sábado, 30 de setembro de 2006

prazo de validade.

Na porta de casa.

Com um sorriso no rosto e uma lágrima de canto de olho.
É que a vida tá urgente. E efêmera ela é.

Nas mãos, violetas.
Com cuidado e carinho.
Um sonho. Um plano. Uma vontade.

Tem sim. Tem tudo isso de volta aqui.

Hoje?
É.
Prazo de validade vencendo.
9 meses de blogspot.
9 meses de vida contada em palavras.
de superexposição.

E hoje era a data marcada para o fim disso tudo.

Mas será?

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

sô rio

- Posso te dar o mundo de presente?
- E eu lá quero outra coisa?

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

café com letras com você

é que os momentos já são poesia.
a companhia é boa.
a vida, linda.
e eu, feliz à beça.

num é só borra de café.
nem só bilhete de entrada.
é sorriso e risadas.
e isso tudo vai fazendo diferença.

já tava tudo bem, obrigada.
só tá ficando ainda melhor.
eba!

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

feliz aniversário!


Engraçado...
a gente às vezes espera data pra poder falar das coisas que a gente sente todos os dias.

Às vezes espera data pra poder dar abraço apertado e fazer carinho.

Mas taí, meu pai. Em dia de data importante, aquele "eu te amo" que é sentido diariamente, e que foi ficando cada vez mais difícil de dizer. Ainda mais que nem posso subir e balançar no seu pé como fazia.

Taí paizinho, amor meu. Feliz aniversário!

Feliz que sou e estou por tudo hoje estar tão diferente do ano passado.
Feliz por saber que somos todos capazes de voltar atrás, de perdoar, de tentar de novo.
Feliz por ser sua filha - acho que cada vez mais e como nunca...

Hoje.

é que do "hoje de ontem" pra cá mais parece que se passaram três semanas. e a saudade de quem eu tenho saudade aumentou três vezes. e o futuro de daqui a três meses mais parece já estar chegando. porque entrou primavera e em pouco tempo já faz sol e chove. e quando eu olho pro céu um arco-íris. e de lá pra cá foi e ficou noite. e eu pensei em pedir pro tempo correr, mas agora eu quero que cada hora tenha sessenta minutos e cada um dos sessenta minutos sejam com sorriso e abraço apertado em gente que eu gosto e me faz bem. porque eu até chorei um pouquinho no fim de semana. mas depois passou bem rápido e eu vi que eu tô é bastante bem muito feliz e quero abraçar e compartilhar isso. porque dessa alegria doida e boa eu quero é viver. vem e me abraça. sorri e pede beijo no rosto ou na testa. eu dou e aperto sua bochecha. e faço careta pra você rir de mim. porque a vida desse jeito a gente tem mais é que querer pra gente. e eu tô querendo é demais! porque tem vontade à beça de ser feliz e agora de repente nem é só vontade. é. eu sou.

domingo, 24 de setembro de 2006

hoje...


só tenho flores pra dar...

sábado, 23 de setembro de 2006

ALMA

A minha sorri e samba, estendendo a mão para que a sua...
venha.

A minha faz meus pés trilharem o chão como se tivessem no ar e o sorriso nascer como quem ama de novo. Mas sim, ela espera que a sua...
venha.

A minha pede abrigo no colo da sua. Que às vezes parece não saber que a minha só quer que ela...
venha.

A minha, azul. A sua, verde. Ou da cor que tiver que ser. Mas...
venha.

A minha, luz. A sua ainda na sombra. Eu fecho os olhos pra pedir que então ela...
venha.

A minha tá. A sua?
venha.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

"eu vou deixar a porta da frente aberta e vou colocar um tapete novo então"

vou fazer pirueta, cantar Shakira, e colocar flores na janela.
vou acender a luz do fundo, que é pra saber que aqui tem vida.
mas o resto fica apagado, no gosto do escuro.
vou pentear os cabelos, acender uma vela e rezar em voz baixa.

vou pedir segurança e aceitar correr todos os riscos.
vou colocar aquela saia verde que é pra noite especial.
mas vou passar o perfume de sempre.
vou ficar descalça e de coração aberto.

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

a bordo.

"de noite na...
se você me..."



vem! vem!
corre.
corre o tempo
porque agora é bom.
bom à beça.
vê?
espera não.
vem logo.
me carrega?
gosto de colo.
do seu, sim. do seu...
quer beijo?
tem.
carinho?
faço.
abraço?
dou.
mas vem logo.
porque o tempo passa.
ah... passa...
passa o tempo.
passa a vontade?
às vezes passa.
às vezes não passa.
às vezes aumenta.
então corre, danado!
ou fica sem beijo
abraço
carinho
quer?
num quer?
hummm...

terça-feira, 19 de setembro de 2006

quase romance - ficção.

Ele a chama pra conversar. Ela sorri e diz:
- Claro, pode falar.
Ele entrega uma rosa amarela, e um bilhete.
Ela sorri de novo, com o rosto meio cor de rosa.
Ele pega sua mão, olha em seus olhos e fala mansinho:
- Apaixone-se por mim. Permita-se me amar. Permita-me invadir seu coração e dentro dele morar.
Ela fica séria e responde:
- "Não se habita ruínas". Desculpe.


segunda-feira, 18 de setembro de 2006

eu nunca pensei em ser astronauta, não. tenho pânico da idéia de pular de bung jump, mas ainda vôo de asa delta. gosto de vitamina de banana e acho que a vida tem o gosto que a gente dá pra ela. a minha tá com gosto de canela e isso é muito bom. cresci ouvindo beatles e vinícius. não cresci muito e sou baixinha sem o menor problema. como carne, mas viveria sem. tomo água o dia inteiro e não viveria sem. gosto de dançar. gosto de sentar numa mesa com amigos e um benzinho ao lado. geralmente estou apaixonada. se não por alguém, por alguma coisa. hoje uma cidade me fascina e me chama. rezo todos os dias. converso com minhas violetas. canto para os meus alunos. (sim, tadinhos) aponto lápis pra passar o stress. levanto o braço para pedir silêncio. coloco ritmo na vida. porque tem que ter. pinto as unhas de acordo com meu humor. e eba! não estou no meu rosa antigo nostalgia. tô conscientemente feliz. não tô esperando o tempo passar pra olhar pra trás e dizer: eita! eu tava feliz ali, ó! não. tô feliz agora. graças a deus e aos meus amores. tô com um pouco de febre mas é que o corpo às vezes não dá conta de tanta alegria. tô fraca mas descobri que sou forte pra burro. gosto de filme e música brasileira. adoro violão e rodinhas. gosto de kiwi e morango. troco os botões das minhas bolsas. gosto de tudo colorido se possível, por favor. e de sandálias. as mesmas, sempre. quero sorvete mas a garganta não deixa hoje. amo cafuné. amo acordar. adoro silêncio e abraço. as duas coisas juntas ou uma de cada vez. não gosto de colocar maiúsculas. tenho que ir pro curso. tchau!

domingo, 17 de setembro de 2006

A vida tá em ritmo bom, obrigada!



A vida tá pedindo meus minutos. Eu tô entregando horas inteiras, dias inteiros e toda a minha semana.


Tem motivo à beça pra comemorar a vida.

AH!!! E tem dica do dia: visitem o CACI. Ô lugar lindo, meu deus...
http://www.caci.org.br/

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

passagens. vida e sonho. eba!

"Mas aí Foguinho explicou que a vida era troço bom à beça, mas muito difícil; explicou que toda hora a gente tinha que fazer coisa sem vontade; e contou quanta coisa que a gente ia querer fazer, eu e ele, e que não fazia por causa desse negócio da vida ser difícil."

"Cada sonho lindo. Variava: às vezes era tudo preto e branco; às vezes cheio de cor; às vezes, amarelo só. E tinha dias que ele sonhava e acordava, sonhava e acordava tanto, que ficava até sem saber quando era sonho ou não era."

Corda Bamba - Lygia Bojunga

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

equilibrista e domador.

"Acorda! Acorda! Tem circo na cidade"

Vamos correndo até lá e dizer que posso tentar andar em cima da corda bamba, com um arco todo florido, enquanto você, no picadeiro, se prepara para engolir fogo ou enfrentar o leão mais feroz.

Vamos dizer que nos preparamos para o grande dia. Que queremos seguir com eles, para onde eles forem.

Vamos cantar ao invés de dizer. Topas? Vamos enfeitar nossos sapatos e roupas. Deixá-los bem coloridos e abrir o maior sorriso que tivermos no rosto.

Vamos passar perfume e eu vou até passar batom.

Acorda! Nada de preguiça agora. O circo está na cidade e você sabe que eles acabam indo embora. E dessa vez, nós vamos juntos.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

sonhos

Básico 1. jovem de quarenta e poucos anos:

"I like people dream tall"

[sorriso / gramática de lá e poesia de cá]

é. eu também.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

a saga da moça e um celular perdido

"Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay! ..."

valei-me deus! mal acabei a minha primeira aula numa segunda-feira pós feriado dura de começar e percebo que perdi meu celular.
sou do tipo que não decora número de nada. nadinha mesmo. não sei nada de números. péssima em matemática inclusive. e número de celular eu sei de pouquíssimas pessoas: meu pai, ju, cris, do cara estranho (e isso já me deu problema, porque não adiantava eu tirar da agenda) e nem de paty eu sei porque ela andou trocando. enfim, pensei: tô ferrada! vou ter que sair anotando na agendinha branca de bolso. bom. o que acontece é que liguei para os fixos da escola e da minha casa, que pelo menos esses eu sei by heart e pedi ajuda. coloquei todo mundo pra ficar atento na busca pelo celular perdido. nem é pelo aparelho, que como diz minha irmã, ninguém nem quer roubar... mas pela agenda. e pelas mensagens, claro, que eu tenho armazenadas no arquivo. mensagens recebidas e mensagens por mandar. mas continuando... passa um tempo e eu lembro: são longuinho! claro! porque não? prendi o coitado debaixo de uns livros pesados e fiz todo mundo que tava comigo dizer: "são longuinho, são longuinho, se eu achar o celular eu dou três pulinhos". e fui dar a segunda aula.
nada. nada de achar o aparelho. desisti. liguei na operadora e pedi para bloqueá-lo. é. o fizeram por mim.
já desistindo da minha agenda com números que eu não decorei, e me conformando com a idéia de ter que comprar outro, resolvi ir embora.
abro a porta do passageiro pra colocar minha bolsa e não é que ele está lá? sim! elezinho! o o próprio! saí pulando feito um cabrito e pedi pra todo mundo pular também!
pronto! hoje a segunda já tem gosto novo. andam dizendo por aí que eu tô alegre...
ah! sim. já não está bloqueado. podem me ligar e desejar uma boa semana! :) hehehe...
vou responder feliz da vida!

ah. mas a curiosidade continuou. cheguei pra descobrir um pouco desse santo danado que achou meu celular.
são longuinho foi "contemporâneo" de jesus cristo. diz a lenda (pra quem não é cristão aí que chamamos de lenda mesmo) que ele tava no dia da crucificação. e que foi ele quem perfurou o corpo de jesus com uma lança. quando ele fez isso, uma água respingou em seus olhos, curando-os de uma doença que tinha. ele se tornou cristão. e saiu como monge convertendo as pessoas.

parou por aí a explicação que eu achei. mas claro que podemos ir mais além e imaginar que o cara ficou com os olhos super feras e acha tudo que a gente perde.

tem que ter fé. é claro.
se eu tenho?

"yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay! ..."

domingo, 10 de setembro de 2006

FATO:

eu que já vi a vida passar pela janela do quarto
que esperei sentada pelo moço estranho que não veio nunca
que vivi dias demais com a espera verde no meu peito,
de repente ouço música e canto
olho no espelho e me vejo
redescubro em mim um sorriso
e faço de novo careta pra quem quiser rir.
dou a mão pra irmã e atravesso a rua
e não é por medo, mas carinho.
ouço meu amigo contar da sua vida
lhe conto dos meus novos momentos.
ganho um presente.
vejo de longe um pássaro voando
e brinco com minha mãe de descobrir qual pássaro é.
vejo um fusca preto
10 pontos
e um sorriso de aparelho do meu sobrinho faz o dia melhor.
um gol. dois gols.
e se eu gritasse mais o bandeirinha me expulsava de lá.
encontro amiga lua e amigo poeta
de uma noite e alguns chopps, mais descoberta.
vejo o passado num espelho de três meses.
e meu futuro a embarcar pra londres no dia 30.
espero com ansiedade de criança os dias que virão
mas vivo o hoje com a coragem de quem nem é mais peter pan.
ouço beatles, vinícius, jack johnson e até gang of four
porque na vida nova tem espaço para tudo
e meus ouvidos agradecem a cada poesia transformada em música.
a noite é bem-vinda e bem-quista como o dia
e a lua cheia me sorri inteira por trás das montanhas da estrada
e faz disso coração.
porque se um dia entreguei minha alma
hoje a tenho de volta e a preparo para o vôo.
pois me queiram por perto, meus amores
mas entendam quando eu tiver que partir
a esperada hora era um sonho só e agora tornou-se objetivo -
daqueles que só dependem de mim e eu vou.
mas volto. porque sinto saudade desses meus amores.
e que não falte poesia
porque não me basta dançar e colorir
é preciso respirar o que é belo.
eu que já vi a vida passar pela janela,
hoje passo, junto com ela.

sábado, 9 de setembro de 2006

poesia pelo outro lado.

ao moço da andorinha. (meu espelho de três meses)

Descobre logo que cê dá conta de se sentir bem vendo DVD sozinho em casa, numa sexta à noite. E que seus amigos fazem companhia boa pra qualquer momento. E que dá pra ouvir Los Hermanos sem sentir o coração queimar ou morrer por dentro. Se olha logo no espelho, olha?Não espera passarem três meses que mais parecem sua vida inteira. Olha pela janela e tenha vontade de gritar. Mas não grite meu nome. Grite o seu. Ou grite um sonho que você tem e que só dependa de você torná-lo plano e torná-lo vida real. Queira viajar sozinho, você e sua mochila. Redescubra sua família como seus amores. Consiga fazer com que essa dor toda vá embora e abra sorriso. Vai viver e ver que isso tudo passa, e que depois vira recordação e aprendizado. Além de vir seguido de alento novo.
Agora pára de ler meu blog que isso te faz sofrer hoje. Troca o CD por enquanto e reza.
Mas juro, a dor passa.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Mr. Postman

Ok, Seu carteiro. O senhor é quem sabe. Passa aqui hoje? Sou curiosa pra caramba. Pobre do gatinho...



"Mister Postman, look and see
If there's a letter in your bag for me
(Please, Please Mister Postman)
Why's it takin' such a long time
(Why don't you check it and see one more time for me, you gotta)
Wait a minute
Wait a minute
Wait a minute
Wait a minute
(Mister Postman)"


Meu pai me ensinou a gostar de The Carpenters e Norman Rockwell. Só não conseguiu me fazer cantar bem ou pintar... Ok. Ok. Uma coisa de cada vez. A Dri fica na área de ... Relações Públicas?

terça-feira, 5 de setembro de 2006

fraternidade.

tenho no coração e de sangue duas irmãs.

uma loira. muito bela e simpática. que tem um coração do tamanho do mar e que nem sabe dizer não. leva a vida com jeitinho. é meiga como ninguém. tem no sorriso um pouco dos seus sonhos. gosta de fazer comidinhas. e dança feito bailarina. e nem sabe que eu penso isso. mal sabe o que eu sinto aqui.
é que ela demonstra. ela fala. chora. sabe dizer o que sente. e isso a faz linda também. é minha amiga mais nem acha que é. só porque eu sou bobinha e nem sei fazer como ela faz.

uma morena. linda. linda. linda. tem um coração mole que nem todo mundo conhece, porque acha que ela é séria e durona. mas a gente sabe bem que ela carrega ali dentro um amor do tamanho do mar também. é arquiteta. é mãe de um menino calminho e tímido. essa sabe dizer não. e faz a gente aprender com isso. gosta de MPB. e é a minha fã número um quando se trata de poesia.
é que ela demonstra. ela escreve. mas chora escondido. sabe guardar sentimentos. e isso a faz linda também. é minha amiga e nem sabe que é. porque eu sou bobinha. e não sei ir lá no quarto dela e dar aquele abraço e dizer: ei, Cris, eu te amo.

somos diferentes. muito até. jeito de falar, de vestir, gosto por música ou por namorados, jeito de ver a vida, nossos pais. até dançando a gente é diferente. mas quer saber? acho que juntas formamos um belo corpo de ballet. somos as dançarinas da vida. levamos do jeito que damos conta. e sabemos que vamos sempre contar uma com a outra. sabemos sim. ou pelo menos sei eu.

um belo dia uma delas me acordou pra isso: às vezes é preciso falar.

irmãs lindas, eu amo vocês.

domingo, 3 de setembro de 2006

pinceladas .

O quadro da parede descolorirá.
Mas a janela aberta deixará que seja visto um sol laranja-que-eu-adoro num fundo azul.

As músicas pararão de tocar. Aos pouquinhos. Cada hora pára uma.
Mas a revoada das maritacas ou o som da máquina de lavar farão melodia em mim.
A vontade vai diminuindo. Não tem travesseiro que aguente tanta lágrima assim.
E a vitamina de banana e maçã fará o paladar se aguçar novamente.
Desejo tem sempre. De vida. De tudo. Isso não acaba ou eu me acabo.
Tem olhinhos que brilham. Tem elogio que faz brotar sorriso.
Tem surpresa.
Tem abraço do lado de fora do carro.
E um pai tranqüilo assistindo futebol em casa.
O quadro da parede descolorirá.
Não foi por falta de cuidado ou carinho.
O quadro era tão admirado quanto são regadas as violetas.
Mas acontece que chegou o dia de tirá-lo de lá.
Suas cores vão se tornando foscas.
E em mim cor precisa de vida.
Meus lápis estão apontados.
Acho que volto a colorir o dia.
Aos poucos vou tirando o quadro.
Guardo numa caixa e coloco debaixo da cama.
Depois revisito de vez em quando.
Ou quando a lembrança mandar.
Mas não choro. Abro um sorriso e penso:
foi bom. tentei. não deu.
E vai que um dia, quando guardada a aquarela, não coloco um desenho novo?
A amiga tem um cachorro e um amor.
Eu tenho lápis faber castell e um sonho.

sábado, 2 de setembro de 2006

"O dia tá bonito pra chover"

Hoje chove. E tá lindo mesmo.
Na sombra da chuva eu sento e pergunto:
o que sente agora?
Meus olhos hoje não choram. Apertados, eles sorriem.
Minha cabeça não dói.
A cerveja de ontem fez bem.
A pizza? Ainda mais.
O coração palpita uma vontade de ficar quietinha.
Mas sem nostalgia hoje.

Uma paz em ritmo de barulhinho bom.
Gotinhas de chuva esfriam a cabeça e acalmam o coração bobo.
A água cai e limpa o que tem de impuro ou confuso.
Acho que o vento traz boas novas.


"Água nova
Vida veio ver-te
Voa passarinho
No teu canto canta
Antiga cantiga"