quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Quer brincar?


Fusca! Fusca! Fusca!

terça-feira, 29 de agosto de 2006

vou colocar na mala um pouco da sua gargalhada, que é pra distrair quando o estômago doer. coloco ainda o cd que você gostou, que é pra ouvir forró e lembrar do que ainda vem. vou empacotar Budapeste junto, que é pra saber que eu leio de lá, você de cá. vou levar meu edredom azul. um pouco de chico, de vinícius, de marisa monte, que é pra ficar toda orgulhosa desse país nosso. e um pouco de praça da liberdade. dá pra embalar? vou levar a fotografia que nós vamos tirar juntos - você com seu olhar mágico, eu com minha vontade de buscar o novo. não posso me esquecer de olhar debaixo da cama e pegar os sonhos e planos que ali estão. estes vão na mochila, pertinho de mim. passaporte. carteira de motorista? ah, precisa não. quero ver se aprendo a andar de bicicleta. cartão de telefone. remédio pra dor de cabeça? melhor é ela nem doer. ah! aqueles sapatinhos que você disse que eu fico elegante! exatamente. os sapatinhos vão. saia. calça jeans. o all star que não te serve. meias divertidas. lápis de cor e apontador...
mas deixo pra trás um tal de medo, que essa cabeça doida e esse coração bobo insistem em ter. e esqueço também o que eu quero tanto esquecer. num esqueço? ah! esqueço! esqueço sim!
ok. mais alguma coisa?

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

O amor enlouquece.

A la folie, pas du tout

"Bien que mon amour soit fou, ma raison calme les trop vives douleurs de mon coeur en lui distant de patienter, et d’espérer toujours ..."



E quem vê o sorriso que vira quarteirão inteiro mal sabe que ela tem sonhos escondidos debaixo da cama e uma paixão enorme guardada dentro de uma caixinha. E quem nem o nome dele ela fala mais. Deu pra ele um apelido, uma espécie de codinome, como se assim fosse doer menos.

E quem vê as besteiras que ela fala e faz, o tanto que ela dança e pula, mal sabe que ela tem um coração que hoje morre de amor e de medo. E que ela esconde esse coração dos outros. Porque é como se nenhum outro pudesse entrar ali.

Ninguém a vê quando ela está sozinha.
Quando ela chora no banho ou escondida no edredom azul, agarrada ao travesseiro. Ninguém vê quando ela coloca as mãos perto dos joelhos e começa a balançar para frente e para trás, com dor e espasmos.
Ninguém vê e ninguém sabe.
Mas o amor enlouquece.

domingo, 27 de agosto de 2006

aprendeu a amar.

Depois de boa dose de Cordel, amigas e poesia.
Depois de boa dose de passado, presente e do que vem por aí.

Um brinde:
quando nos faltar fé, que não nos falte coragem!
Arnica pra dor e amigos para os momentos de coração partido.
A gente junta tudo e bebe numa dose só.

João Cabral de Melo Neto. Citado em praça lotada. Por banda pernambucana. Com balões brancos no céu. E bonecos gigantescos ao redor. Um céu que tem estrelas, que é para dizer que o sol vem amanhã.
Posso pegar a poesia e reescrever?

O amor comeu meu nome. Minha fome. Minha vontade de dançar.
O amor rasgou minha saia. Roeu e jogou fora minhas sandálias velhas. Tirou minha blusa preta e meu colar.
O amor comeu minha entrega. Minha vida inteira. E me deixou assim. Nua. Despida. E completamente exausta.
O amor chegou arrebatando o que tem de melhor aqui. Colocou pra frente. Estampou na minha testa. Se exibiu. O amor veio como nunca. Se fez sonho. E comeu o meu medo.
O amor comeu meu orgulho. Meu amor-próprio até. Fez de mim escrava, fez de mim guerreira. O amor comeu o vazio. Preencheu em mim o que faltava. Comeu os meus olhos. Me deu novo olhar. O amor comeu minha inércia. Minha história e meu passado. O amor comeu parte de mim.
E me fez outra.


http://mairlopes.multiply.com/journal/item/19

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Equatorial

Da forma como é possível. Da forma como somos feitos. Criados. Treinados.
Da forma como nos fazemos. Como nos obedecemos. Como vivemos.
Somos de um país e de uma raça em que falar demais é pra disfarçar a falta do que dizer. Onde gritamos e dançamos o vazio que nos invade. E até mesmo levantamos bandeiras pra impedir que saibam que não temos certeza de nada.
Somos quentes. Vivos. Abraços e até três beijinhos. Mas nos esquecemos às vezes do carinho àquele que está mais próximo. Bem pertinho mesmo. Nossa mãe. Nossa irmã. Gente que sabe e conhece a gente mais que qualquer um. Mas nossa timidez - é, temos timidez - às vezes impede que a gente vá até eles e dê um beijo estalado e fale eu te amo e obrigada por existir. É que somos assim meio pedra bruta. Da boa, é verdade. Mas ainda falta muito para nos lapidarmos. Vem o tempo. O Sol. A natureza que nos dá proteção e por vezes assusta. Fazemos de tudo para sermos notados e cobramos do mundo privacidade e respeito às nossas individualidades. E por aí vamos. Caminhando num país que nem no inverno faz mais tão frio. Provavelmente porque andamos abusando demais da camada de ozônio, das nossas árvores, e da nossa mãe-terra. Um grito. E no fundo, lá dentro, a gente se cala. Sabe que pedir já é demais, porque pouco fazemos. Até vergonha a gente sente de ser assim, às vezes. Ou pelo menos sinto eu.

O que começou pra ser um desabafo de um coração calmo até demais, que hoje chora pelo não-sei-o-quê, ouvindo Lô Borges e tomando chá mate, acabou virando apelo político ou coisa do tipo.
Mas é que o silêncio que me assombra nesse minuto não é grito por sair. É falta do que dizer, ausência do sentir, e medo.

"Onde morre a trilha do meu silêncio" - isso virou interrogação em mim.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

pó de guaraná


qual especialidade de médico que devo procurar pra falar do meu excesso de sono?

ai. droga. acho que tá faltando aquela fome de vida gostosa. que faço? alguém me sopra?
nem pra escrever dá.
nem pra cantar no chuveiro.
só sono.
e nem disparado o coração tá. num tá. só tá batendo o necessário pra me manter viva.
mas sabe? só viva eu num quero ficar. quero ficar VIVA... entende?

e aí fico pensando se mereço, assim, sem nem saber o que escrever, ser a primeira página ou o último pensamento da noite de alguém.
mereço não. ah... assim com sono, murchinha feito flor que não deixou o sol secar... sem brilho nos olhos ou coração taquicárdico? ah... mereço não.

os olhinhos vão fechando. o travesseiro parece mais gostoso do que chorinho no stereoteca. pode?

e o medo de deixar passar o que tem de bom incomoda. mas o sono vem grande o bastante pra deixar tal pensamento pra depois.

e vou. subo as escadas com a mão na parede, entro no quarto da mãe como quem não quer nada e me deito um pouco com ela. depois, dou boa noite e vou pro meu quarto. pego bukowski pra distrair e as letras começam a embaralhar. é o sono de novo. agora ele vem e me leva.

Ahhh.................... (um bocejo e agora só amanhã)

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Ai Se Sêsse
Cordel Do Fogo Encantado

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Yellow Monday

Hoje o dia é amarelo.
Camisa, meias e até o botão de rosa.
É Clara Nunes cantando você passa eu acho graça.
"Yellow like banana skin, teacher?"
É. Amarelo feito ipê.
Amarelo feito a felicidade.



E pra completar... um sol visto do lado de lá:
das terras e águas de onde o amigo piloto mostra que sabe usar suas lentes de ver tudo feliz.

Agora fecho os olhos e agradeço.

foto: Ricardo Villela

sábado, 19 de agosto de 2006

A vida tá jazz.

A vida tá jazz.
Horas, murrito.
A vida tá com gosto de hortelã.
E cheiro de alecrim.
A vida tá com batida de tambor.
Tá rosa amarela.
Com jogo de luz.
Tá água que dança na imaginação - no eletrocardiograma de uma big band argentina.
A vida tá antiga... tá lá longe.
Em outros momentos, tá moderna feita o quê!
A vida tá amigos e amigas.
Tá beijo.
Tá óculos escuros de dia. De noite.
E saia e sandálias. De dia. De noite.
A vida tá numa correria.
E tem hora que a hora não passa.
A vida tá relógio não!
Tá estrada.
O dia às vezes é azul.
A tarde às vezes é laranja.
E a noite tá escura. Mistério...
A vida tá em ritmo bom. Obrigada.
Tá aqui dentro. Tá do lado de fora também.
Tá triste? De vez em quando tá triste.
Tá sorriso! É. Tá sorriso gostoso de sorrir.
E tá intensa.
E tá viva.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

eu sou neguinha...

Das 365 faces de mim que posso ser, hoje sou negra.

"sou uma negra bela
que vem da favela
contar uma história"



Sou nação zumbi. Filha de Nelson Mandela. Sou a força de um corpo. Se você vem em cima de mim, te travo com as pernas. Sou samba nos pés e no quadril. Sou o saber viver de bem comigo. Sou nobre. Sou dread lock ou tranças nagô. Sou uma lei assinada. Áurea. E tenho a pele preta. Sou linda e mistério porque sou a noite. Sou tambor. Sou feijoada. Sou café. Congado. África. Brasil. O mundo inteiro. Faixa na cabeça. Sou o gato que atravessa e te coloca medo. Sou cor. Sou gueto. Sou música. Sou a autoridade de mim. Sou o orgulho por uma raça. Sou dança. Arte. Força. Vida. Sou reggae. Amiga do sol.

Sou o meu renascimento. O reinventar de mim mesma. A poeta que caiu e a mulher que começa a se levantar. Forte. E hoje sou negra.


quarta-feira, 16 de agosto de 2006

exausta

cansada. esgotada. sugada à última gota. extremamente exausta. sem energia. sorriso sem vida. sentada. cabeça baixa. lágrima de desgosto. e outra de derrota em luta vã.

depois de tentar tanto. de correr tanto. de tentar ser notada, vista, amada.

chega. hoje morre a poeta apaixonada.
nasce uma mulher.

e quando eu me levantar..........................................................


"a vida é arte do encontro. embora haja tanto desencontro pela vida"

amigos de blogspot viram amigos de abraço de verdade. dentro de confeitaria. mais doce que isso não tinha jeito, ainda mais ao som de um saxofone...

encontro com o loirinho lindo da faculdade. que um dia desenhou sol e escreveu poesia e colou nas salas, no corredor e no banheiro. coisa mais linda.

amiga guria mais do que amiga manda mensagem fazendo a noite terminar em poesia. e bem.

amigo tony dá o abraço apertado que acolhe as lágrimas da menina boba que chora que nem bebê.

o moço de chapéu, que também deixou de ser blogspot, aparece vez e outra e mostra paz e alegria. do jeito discreto que sabe ser. do jeito carinho.

o cara estranho aparece também. inegável: eu saio correndo porque não consegui pensar em nada melhor a fazer. duas vezes. eu saio correndo. feito doida.

encontro com o amigo leo que se preocupa por ter magoado com frase. fez isso não. a culpa já vem como mochila e isso tudo que me faz chorar agora parece pagamento do que passou.
eu sei. de onde vem pensamento tão cristão?

e chego em casa e amiga estrela deixou recado. e abraço da flor foi como acolhimento pra dor que latejava. e mertiolate não faz papel melhor.

eu preciso de uma boa noite de sono. e lembrar, amanhã, que já começou semestre novo.
eita.

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Anote aí:

quem dorme com TV ligada acorda na hora da Ana Maria Braga. Então não tem jeito. Passa o dia com receitas, simpatias e textos de auto-ajuda na cabeça.

Então aqui vão minhas super dicas para espantar dor de cotovelo e evitar recaídas:

1- Seu yahoo tem uma parte que se chama "rascunho". Você pode perfeitamente escrever aquele email, com tudo que está preso na sua garganta, com todas as declarações de amor bregas que você quiser e ... armazenar. Você simplesmente não envia. Deixa no rascunho. E passa, ou pelo menos diminui, sua ansiedade por "enviar".

2- Como diria meu aluno Leandro, melhor coisa do mundo é copo de Toddy. E é. Coloca lente morno, nem quente nem frio, com duas colheres de sopa de Toddy e um pouquinho de açúcar. Faz ficar doce como a vida. E toma com a colher ainda dentro. Cê tem que se esforçar pra colher não te machucar e aí ajuda a distrair os pensamentos.

3- Cream cracker pra acompanhar. Com requeijão. Três ou quatro biscoitos. Ótima opção pro café da manhã se ninguém tiver buscado pãozinho francês. Faz barulho. Bagunça na mesa. E depois cê vai ter que limpar e acaba sendo distração também.

4- Amigos. Melhor que amigos não tem jeito. Pode ser até por MSN, amigo que você conhece só pelo blogspot. Conversar com um amigo ajuda e muito. Você escuta umas verdades, concorda com elas ou não. Pensa. Pára de chorar. Ri um bocado. Aprende que é preciso gritar com o coração para ele não se fingir de surdo. Mas que é preciso gritar com carinho porque ele é dengoso e frágil, e juntar caquinhos pode ser mais demorado e trabalhoso.

5- Trabalha. Ócio nesse estado não é nada bom.

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

parte de mim.

e em metonímia minha vida vai levando ritmo.

ainda que samba, com a beleza do triste do fundo dos olhos que ninguém vê. porque o sorriso no rosto distrai os outros.
ainda que um blues, com o azul turquesa que combina com o rosa choque com que foram pintadas as unhas. ou ainda o azul claro que às vezes invade a alma em forma de paz.
ainda que em chorinho. baixinho. escondidinho. porque ninguém mais precisa saber.
ainda que em canção de ninar. e vê se dorme pra esquecer a dor. ai, mãe, dor a gente não esquece...
ainda que na melodia dos pés que batem no chão e as mãos que se apertam entre as pernas, com medo, com dor. num balanço que parece acompanhar um som. um balanço que cê conhece bem.
ainda que sem música. só ritmo.
ainda que só letra.
ainda que só sentimento.
ainda que só saudade.
ainda que só.

domingo, 13 de agosto de 2006

pai e poesia:

- Ai, pai... essa gripe me pegou de jeito. Fomos gripar ao mesmo tempo, né!? Meu corpo tá meio fraquinho, sabe!? Tô num mal estar...

Colocando o braço sob meus ombros ele completa:

- Vamos juntar nossas fraquezas pra criar uma fortaleza.

Sorrimos juntos.

sábado, 12 de agosto de 2006

oração do dia


Meu querido Papai do céu,

ilumina o meu papai aqui da terra.

Amém.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

"o gato atravessou a lua inteira"

E borboleta pousou na janela dando sinal.
Chuva que nasce da terra molhou os sapatos. e o sorriso de verdade tomou conta do coração-bobo.
Alegria amanheceu junto com o sol. e disse pra todo mundo que o delegado merece mesmo as flores.
O pássaro invadiu um super blog. e o nome da menina foi citado em poesia pela irmã ana.
A felicidade virou tatuagem, carregada dentro de um sol que não abandona mais. e a expectativa deu lugar pra mais sonho. e mais sonho. e mais vontade de correr atrás.
O fim de semana chega ao som de "I feel good", e os amores mostram-se em várias faces: em irmãs de sangue - que se assim não fossem eu escolheria pra mim - ; em bichos do mato, tal qual carrapatos ou andorinhas; em lua cheia que sorri inteira e manda recado e marca encontro; em amiga que chega da Patagônia ou outra que está por ir embora (mas volta pra me ver, Lô?!); em saudade até.
Porque os amores vão fazendo da gente lágrimas e abraços. e dá vontade de sair correndo e gritando aos 4 ventos (quem é que um dia contou o vento?) que só paro de sonhar e amar 6 meses depois da minha morte. ha ha ha... e mesmo assim porque então vou ter virado poesia.
Amores que vencem o nosso cansaço e enfrentam a armadura do medo que vestimos. porque tem gente que olha pra gente e diz: cê dá conta. as vezes sem nem precisar falar nada.
E dessa força que nos passa a gente vai, caminha. é. caminho. porque eu tenho a sorte de estar rodeada por pepitas de ouro como minha mãe e minha madrinha. como as irmãs de sangue e sobrenome e as que encontro no orkut bom da vida. e outras pedrinhas de ouro que estão na minha estrada. e eu encontro e dou um beijo, pra marcar e levar comigo.
Por favor, não soltem a minha mão.
Hoje um avião cruzou o céu e uma paz azul claro a minha alma.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Praça dá liberdade

Passei na Araújo (e nem estou recebendo pelo merchandising) e comprei xarope, spray de própolis, bala de gengibre e até vitamina C efervescente - que eu estranhamente adoro.

Com essa sacola na mão, e uma garganta ameaçando irritar-se - já que a mim ninguém irrita hoje - tento pegar na mochila a carteira e encontro um papelzinho branco escrito: 1 sorvete 2 bolas, e 1 sorvete 1 bola.

É. O de flocos ganhou do de manga.

Mas o bom mesmo foi a chuva que nasce de baixo e começa aonde quer que a gente pare. (como é mesmo que chama aquele "regadorzinho eletrônico de jardim"?)

Praça da Liberdade, aonde o anonimato é gostoso tal qual na Obra... essa coisa que eu chamo de "européia" sem nunca ter ido lá em cima. Dessas imagens que a gente cria. E dos sonhos que a gente põe na cabeça.
Já sobre aqueles que a gente tem a noite (e ainda tô falando de sonho!) a interpretação leva a pensar: as marcas do passado estão desaparecendo. E alguma coisa nova, e bem grande, vai tomar lugar.

E fico de cá, pensando, correndo dessa gripe que quer me pegar...
...

Volto a ouvir Los Hermanos, depois de um bom tempo em que tentei evitar, tal como faço com a coca-cola em dia de semana.
...

Mas de vida mesmo eu não posso reclamar. Tirando a gripe-por-vir e o cotovelo-por-sarar, tá tudo azul demais.

Até de noite. Porque, vamo combinar!, vale a pena demais gostar de inverno e de céu azul marinho!

Quando o ano tava nascendo, e eu nas águas de Iemanjá aonde o Brasil foi batizado pedia intensidade para o meu ano, mal sabia que ela atenderia. É.



Horóscopo? Ficou pra amanhã. Tinha coisa demais pra falar do que foi, não deu pra pensar no que vem...

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

patches of time.


"Enquanto todo mundo espera a cura do mal
e a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência"

"O amor te escapa entre os dedos,
e o tempo escorre pelas mãos."

"Oh very young
What will you leave us this time
You're only dancing on this earth for a short while
And though your dreams may toss and turn you now
They will vanish away like your daddys best jeans"

terça-feira, 8 de agosto de 2006

bem-me-quer, mal-me-quer

agulha e linha, pode ser daquelas que o corpo incorpora. sabe?
pra costurar a ferida.
porque se deixa aberta demora mais pra cicatrizar. num é?
o professor, físico, que tira fotografia, disse que demora três meses pra isso.
já pensou? ficar sentindo dor por tanto tempo?
haja mertiolate.
então.
resolvi dar ponto. pra fechar. que nem um ponto final. mas é ponto com linha. que é pra deixar fechado. finalizado. pra parar de doer. e quando cicatriza, vira lembrança. e só. tá bom. antes isso.
o outro disse que eu gosto de sofrer. que bobo! mal sabia que do lado de cá da tela do computador eu tava com um sorriso de mostrar todos os dentes.
porque dor de cotovelo é melhor que não amar.
num é?
e pára. pára sim. eu sei que pára.
num pára?
e depois a gente aprende que pra pular em poço de cachoeira a gente tem que entrar aos poucos. começando com os dedinhos do pé.
tá doido?
eu prefiro com emoção.
pulo logo de cabeça.
e que me esperem do lado de fora, com kit de primeiros socorros.
eu não aprendo nunca?
não é isso não. é que se for pra nadar, que eu possa ir fundo.
e se no final das contas eu tiver um monte de cicatrizes, bem vou saber que eu soube curtir bem essa vida.
olhe pro meu joelho e diga se eu tive ou não infância...
agora olha nos meus olhos e me pergunte se eu já me apaixonei...

o título? eu tava lendo um blog aí.....

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

trilhas. e caminhos.




Não é só história de acampamento. É vida real. Num domingo que começou cedo. E terminou gostoso. Muito mais.

Trekking - etapa Santa Luzia. Mas cá pra nós, ali já é Jabó!

Os caminhos. Os pés. A melancia. O tempo. Os passos: 527, 528... A lua através de óculos escuros.

Tá. A gente nem ficou entre os dez primeiros.
Mas se alegria contasse ponto..........................................................................................................

sábado, 5 de agosto de 2006

venho por palavras.

vingança vem a cavalo.
saudade, com brinco de pérola.
carinho vem em forma de tartaruga de pelúcia. com perfume.
o pensamento vai embora comer vatapá.
o coração volta a usar fitinha de nosso senhor do bonfim?
o "sei lá" responde com caneta bic.
e a esperança vem no verde. aquele, que não sai de moda.
mas tá.
hoje o medo se esconde atrás de óculos ray ban.
e a vontade de gritar precisa de halls preto.
os pés que tentam mudança caminham num all star velho.
e as mãos (que precisam conter os impulsos dos dragões) usam luva de silicone da avon.
o sorriso, um lápis cor de boca.
e tal.
que é pra manter movimento. e vida. porque por aí vai.
boa viagem.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Dênis Vítor

Aqueles nove meses em que o esperamos abrir os olhos, e não tô falando da gestação, serviram como prática de fé. Sim. Eles nos ensinou até mesmo enquanto estava dormindo. Depois disso, as boas novas nos trouxe nova vida também. Ele estava de volta. De volta ao nosso convívio. Diferente agora, é verdade. Mas ainda assim alegre, doce e muito engraçado.
Ele perdeu a visão.
Não pode mais me ver chegar, mas só uma palavra minha e ele já sabe que é a "Adriana"... E fala de uma forma tão gostosa que não consigo esperar muito para lhe dar um beijo.
Que estranho... ele foi nos mostrando uma nova forma de ver o mundo...
É difícil encontrá-lo sem um sorriso no rosto - destes grandes mesmo, que mostram os dentes e tudo!
Ele é lindo. Seus cabelos ficaram da cor dos meus. E meus olhos não conseguem disfarçar a alegria que me dá toda vez que recebo um abraço apertado ou um elogio dele. É como ganhar um presente.
Para ele não tem dia ruim, comida ruim, música ruim. Tá sempre tudo bem.
Tudo azul, eu acredito. E ai de quem for atleticano...

Ele teve em suas mãos uma escolha, e fez a melhor possível.
Ainda bem.

Quando entro numa igreja nova, ou quando vejo uma estrela no céu, não penso duas vezes no pedido que vou fazer. Eu quero que ele volte a ver. Eu sei que ainda volta a ver.........................


Mas e você? Quem é seu super-herói?

Girl with a Pearl Earring

Jan Vermeer

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

De frente a uma casa em que vivem crianças com síndrome de down, um garoto, de trinta e poucos anos, agarrado à cerca, chora:
- Quando é que o Valdir chega? Quando ele chega?
Tentanto um sorriso doce, e principalmente tranquilo:
- Calma, ele chega.
- Cê tava com o Valdir? Ele tá chegando? Tá?
- Não. Eu não sei quem é o Valdir.
- Então como é que você sabe que ele vai chegar?
- Eu acredito.

E continuando o caminho de casa, uma oração. Tomara que o esse Valdir chegue logo. Tomara que acabe a espera desse menino.

terça-feira, 1 de agosto de 2006

reticências

Coloquei ponto final sim. Mas com o exagero e a intensidade que me são característicos, fui logo colocando três de uma vez.
Deu no que deu.