sexta-feira, 30 de junho de 2006

Na primeira vez, os sapatos novos me apertaram os pés.
E não conseguia disfarçar toda a graça que achava naquelas unhas vermelhas
O batom parecia escuro demais.
Os cabelos ao sol, a saia, a bolsa toda colorida...

quarta-feira, 28 de junho de 2006

tá frio aqui dentro.
bate vento e saudade.

corpo cansado.
cabeça cansada.
coração cansado.

e ainda é quarta-feira. e não acabou o mês. tô precisando do meu ano-que-vem.

terça-feira, 27 de junho de 2006

vuô...

voa o pássaro encantado da menina que o ama
voam também os pensamentos dessa pequena
já voou o sabiá
e voa esse anjo da manhã - grande pra enfrentar o pôr-do-sol
face the music
porque também voa a música
a melodia voa
e a letra espera para saltar junto
ou fica sozinha. em poesia sem canção
mas tudo bem...
porque voam as lágrimas de se estar só.
sem medo. sem arrependimento. ou pena.
mas com asas
com saudade
e um vôo alto
- Tem pipa voando. Não é papagaio, pai! É pipa!
e tem poeta zico por aí, saltando em algum topo de mundo, na sua máquinha de voar.
ah...
é porque voa o pássaro encantado de asas coloridas
e voa o curiango, essa ave noturna que nem ninho faz
e tenta também, também tenta voar a andorinha
- Sopra, vento! Sopra!
Ajuda essa menina, ajuda essa passarinha...




vôo eu
voa! voa!
voamos.
já voei.
e voarão.
tu e ela.
que já nem sei, sou eu?
voa, passarinha.
que tudo passará.

bate onda.

do mar que tá.
de cá.
bem longe daqui.
vem?
faz por mim.
faz de mim, mar.
faz mar.
eu bebo.
de cá?
não.
de cá não dá.
cê vem?
desagua em mim!
faz?
dorme aqui.
só hoje.
alguma coisa do tipo maresia.
alguma coisa com som de ondas.
e com o tato de areia fina e molhada sob os pés.
num dá.
daqui num dá.
cê faz?
eu tento.
fecho os olhos e aperto bem a memória.
e de lembrança vem até o cheiro.
aquele vento de praia.
mas eu quero mais.
é erro?
eu erro?
ah...
se faz por mim aquele barulhinho...
bem aqui no ouvido.
bem aqui pertinho.
cê faz?
mas você daí, mar, o que resta pra mim?
uma canção de antigamente.
uma sexta-feira que termina em pôr-do-sol.
o coração que parece mar bravo.
parece você, calmaria.
parece a água que corre do rio.
e me faz viva.
água viva.
água de mar.
sou água sua.
sua só.
me leva?
por aqui, assim, não posso ficar.
me busca?
assim eu morro de amar.
eu morro, mar. eu morro de amar você.

segunda-feira, 26 de junho de 2006

é...

Hide:

1- put in a secret place
2- go to a secret place
3- not allow to be seen
4- not show feelings
5- try to avoid something

(MacMillan Essential Dictionary)

domingo, 25 de junho de 2006

Um conto.

"Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar.Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão."- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...".E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça."... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.E de novo começavam as estórias.A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.Mas chegava sempre uma hora de tristeza."- Tenho que ir", ele dizia."- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar...."."- Eu também terei saudades", dizia o pássaro. "-- Eu também vou chorar.Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas.Se eu não for, não haverá saudades.Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada."- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz".Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.Cansado da viagem, adormeceu.Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro."- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias...".Sem a saudade, o amor irá embora...A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar.Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava.E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...Até que não mais agüentou.Abriu a porta da gaiola."- Pode ir, pássaro, volte quando quiser..."."- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito.Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar...E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia."- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...".E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos..."- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje...Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.- Quem sabe ele voltará amanhã....E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro."

sábado, 24 de junho de 2006

carta


Meu querido cara estranho,

Ainda dói. Mas hoje não dói desespero. Não dói mais aquele choro alto com soluços. Hoje dói um vazio. Dói triste. Silêncio. E ninguém nem precisa saber. Mas dói. Dói uma dor que dá um medo danado de não passar. Tem gente que fala de tempo. Eu só consigo esperar.

Eu que sempre te vi com olhos de elogios, hoje nem sei por onde anda você.
Espero que esteja bem. Feliz. Com aquele sorriso gostoso pelo qual me apaixonei.

Está muito frio, meu lindo, não se esqueça de andar agasalhado. E se alimente bem. Cuida do seu corpo. Porque do seu coração o tempo também vai ajudar a cuidar.
Qualquer dia desses você se apaixona, e tenho certeza que mulher alguma resiste a um carinho seu.
Já a sua cabeça, meu Deus... você é incrível. É maduro sim. Confuso? Bom, mas quem não é? E ainda por cima você é de gêmeos...

Eu já te disse que não sou de inverno. E sem você, ainda, tá mais difícil. Mas vou tentando levar devagar, abrindo sorrisos e colorindo minhas roupas. Às vezes me dá uma esperança de encontrar você... Mas tem hora que bate uma tristeza de saber que acabou...

Sei que cê num vai ler essa carta. E se ler, talvez nem sinta nada. Mas eu preciso escrever. Eu preciso "brincar" de conversar com você.
Porque sabe? Eu acho que esse gostar todo aqui é de verdade. E bem grandão.

Você é todo lindo. Pena que não gosta de mim.

Saudade muita,
pequena.

sexta-feira, 23 de junho de 2006

quinta-feira, 22 de junho de 2006

o que faz bem:

- efeito do primeiro sol.
- ser o último pensamento da noite de alguém.
- uma piada.
- chá e recado do Jota.
- amiga Nívea.
- abraço de criança.
- voltar a sonhar.
- alguém apostando em seus sonhos.
- e-mail do Fábio.
- vinho e pepitas de pão de queijo.
- Lúdica Música.
- arte. qualquer tipo de arte.
- trabalhar.
- pensar no sorriso do T.
- vestir sapatos novos.
- experimentar novas caretas.
- família.
- rezar.
- saber que o T. está bem.
- conseguir ter calma.
- lembrar.
- ser Pierrot mas não ficar sentado.
- voltar a ter vontade de dançar.
- dançar.
- terminar de ler um livro.
- começar outro.
- poesia.
- Rio de Janeiro.
- roupa colorida.
- arroz doce.
- brinco de pena.
- dormir.
- ver fotos da Lapinha no MSN dele.
- viver uma coisa de cada vez.
- respeitar os sentimentos.
- desabafar com uma amiga.
- acreditar em algum deus.
- cantar.
- escrever.

(mas sorvete de flocos nesse frio não dá...)

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Simples Desejo.

"Que tal abrir a porta do dia
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar (Pensar em nada)
Legal ficar sorrindo à toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua
Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Ta no mar, ta no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
- Eu só tenho um simples desejo -
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem"
Hoje o dia acordou com música.
Tinha sol.
Sorriso? A gente abre.
Tinha criança.
E a rádio soube escolher o que tocar.
(é. mesmo eu estando/sendo letra sem melodia)
Porque hoje eu só quero mesmo que o dia termine bem.
Parei na escola de dança. Quinta que vem? Quem sabe...
E daí eu volto dançar com minha solidão. Ou a valsar como se estivesse sendo amada.
Sei lá. Mas de repente é por aí que me encontro.
Eu sou libriana.
E hoje eu estou bem.

terça-feira, 20 de junho de 2006

meia-noite

Cinderela.
Hora de ir embora. Embora o pão de queijo tenha acabado de sair – as pepitas de pão de queijo. E a garrafa de vinho ainda tenha dois dedos.

- Abobrei.

- Então! Você é doce.

- Mas abóbora não é doce! Minha mãe faz abóbora no almoço...

- É claro que abóbora é um bicho doce!

Pronto. É realmente hora de ir embora.

- Cê ta feliz?

- É. Agora tô.

máscaras.

Hoje sou um mendigo em porta de igreja. Sentado com pés descalços e sujos.
Pedindo, implorando pelo que não querem me dar. Sou o olhar distante. A tentativa inútil. O desprezo de quem passa por mim e nem se arrisca a baixar os olhos e me ver.

Hoje sou um louco em manicômio. Sou Napoleão. Sou super herói incompreendido pelos que estão ao meu redor. Porque esses são todos loucos. Sou a loucura. O grito. A espada invísivel que levanto. A indiferença dos outros. O cuidado do enfermeiro de braços fortes e coração bobo. Sou a cura do meu medo. E o medo de me curar.

Hoje sou a noite. O mistério do silêncio dos pássaros e do canto alto das cigarras. Sou a lua que não apareceu. A estrela que se escondeu. Porque sou noite de céu bem escuro. Sou a dúvida sobre o mundo. E sobre o sono. Sou o vigia que guarda o descanso dos que trabalham de dia. E a coruja que reina sozinha na madrugada. Sou a criança que chora e não pára. Porque é noite. E está escuro.

segunda-feira, 19 de junho de 2006



maré forte vem e me leva.
pra dentro do mar. sozinha.
eu não sei nadar assim.
e não sai grito de socorro.
não sai sorriso. não sai.
sai poesia? não sai.
sai tristeza, sai!

uma andorinha que ninguém quer mais ler....
onda de felicidade, cadê?

"SUPERstição"

Tinha uma escada no meio do caminho.
No meio do caminho tinha uma escada.
É claro que eu dei a volta!
E lá tô podendo dar trela pra falta de sorte?
(nem falo de outro jeito... senão dá a... )
Tento colocar humor.
Mas acontece que estou triste.






E o pensamento taí, Ju.
Com vocês.

domingo, 18 de junho de 2006

cidade-poesia.

Oração em Arpoador

Há de salvar.
Há de tirar de mim.
Há de arrancar do meu peito.
Há de me devolver a paz.
Ah...

---

O sol lá vem, cumprimentar.
- Prazer, Adriana.
[ e raios refletidos em espelhos de um prédio, e um laranja que surge detrás do horizonte-de-mar]
- Seu nome é Rio, não é?
[ é. o sol parece responder refletido em mim]
- Rio de Janeiro.

---

Poesia e Bordados. Casa de Cultura de Santa Tereza. Rute Casoy e as bordadeiras da caroa: gentileza e alegria.

"Meu esqueleto range música. Mas eu estou muda".

---

Olhei a face do Cristo e pensei: existe Deus.
E o azul me devolveu uma calma que há muito não pulsava em mim.
Era falta de fé?
Não sei.
Mas um corcovado assim nos faz sentir poesia de novo.
Como um alento. Ou um sopro de vida. Ou uma vontade que vem e faz balançar.
É vento que bate.


16/06/2006

terça-feira, 13 de junho de 2006

Alento novo.

"valsando como valsa uma criança
que entra na roda a noite tá no fim,
e ela valsando só na madrugada
se julgando amada ao som dos bandolins"

um presente que 2006 me deu...

Cê conhece alguém que tá sempre sorrindo?
Que chega pra trabalhar cantando?
Que samba? Que ri? Sorri?
Que num tempo ruim?
Que faz as melhores piadas do mundo?
E que num é só bonita, que é linda?
Que abre o coração e a porta de casa (quase dez da noite) pra te ouvir chorar?
Cê conhece alguém que te dá um abraço gostoso quando percebe que você num tá bem?
E que num fica perguntando muita coisa, pois espera você falar?
Cê conhece alguém que te apresenta pro pai com se você fosse toda especial? E te faz sentir assim?
Cê conhece alguém que literalmente chora quando te vê chorar?
Que deixa recado no blog oferecendo dividir com você essa dor?
Conhece?
É. Eu trabalho com alguém assim.
Agora, mais que isso. Eu tenho uma amiga assim.
(acho que Alê nem é de Alessandra... é de alegria).

Hoje, um post de agradecimento...

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Porque agora, às cinco e pouco da manhã, já não tem mais aquela paz das nove e tanta da noite?
Sabe aquele sorriso? Foi com paz.
Sabe aquele último abraço? Tinha paz também.
E claro que era um adeus. Claro que era uma despedida.
Claro que estou tentando aceitar que esse ciclo chegou ao fim e que eu tenho que tocar em frente. Mas acontece que estou triste.
Mas acontece que dormi enquanto a paz durou. Mas chega agora, esse despertador me acorda. E não tem jeito.
Não tem mais como. Não tem mais remédio.
Não tem mais coragem aqui de buscar o impossível. Não tem mais razão também.
Não tem nem mesmo força.
Eu choro muito ainda. Achei que as crises iam passar. Mas eu sou pequenininha. Te perder tá fazendo dor aqui.
É como um nó. Sei lá.
Eu tento rezar.
Mas tô com medo. Sabe a fitinha de Nosso Senhor do Bonfim? Arranquei com dor. Tem marca.
Mas tá faltando fé.
Num dá.
Dói dor de gente grande num coração de menininha.
E vamo ver se ela aprende agora.
Vai fazer de tudo pra mudar.
Pra não se entregar mais assim.
Pra não ser tão libra, tão doação, tão sentimento.
Porque, de verdade, tá doendo dor muita.

domingo, 11 de junho de 2006

Carta de drinks.

Pra quem dança, coquetel de açaí.
Pra quem tem fome, batida de banana.
Pro ansioso, coquetel de maracujá.
Pro amado, muita tequila.
Pra menininha, um drink sem álcool.
Pra quem tem dor, Bloody Mary.
Pra quem precisa de movimento, Johnnie Walker.
Pra quem ama, Piña Colada.
Pra quem não ama, Martini Seco.
Pra quem sente saudade, vinho.
Pra quem chora, água com açúcar.
Pra quem venceu, champanhe.
Pro perdedor, leite.
Pra quem foi esquecido, vodka. Muita vodka.
Pra quem não foi o bastante, um porre do que quer seja.
Pra pequena que sofre, passiflorine.

sábado, 10 de junho de 2006

Agora,
a alegria e a dor
de ter me jogado de cabeça.

Dou aula olhando pela janela
ele num precisa vir em um cavalo branco
pode ser de bicicleta
com seu capacete novo.

Sei que preciso ver as coisas de uma forma mais positiva -
mandei lavarem todos os vidros da janela.

Sabem? tá foda...

Magamalabares

"Quem esteve aqui
viu o barquinho de gazeta
ancorar no mistério"

...


"flores que ofertamos
e que nunca morrerão"

...

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Ainda tá dando vontade de gritar:

"Abre teu coração
Ou eu arrombo a janela"




Ai que dói saber que eu num tive força pra tal...

(me entreguei por inteiro. e fui pouco)

quinta-feira, 8 de junho de 2006

música silenciosa.

Com fonte Trebuchet. Já que não tá tudo Très Bien.
Voilà.
Ou vou lá.
Se bem que lá em francês é aqui. Eu fico?

Hoje ganhei um pão de mel.
De uma menininha loira que é linda.
E uma mensagem de um bruxo das águas. Que de, por assim se chamar, sabia por intuição das lágrimas daqui.

De sentir demais a gente acaba perdendo o sono.
E os olhos tão miudinhos, miudinhos...
(ai, como eu tô feia!)

Mas amanhã tem pizza. E tem sorriso. Tem?

Eu só queria que esse relógio fosse bem pequeno. Bem pequeno... que é pra essas horas de espera passarem rápido. Que eu não me aguento... não me dou conta. E acabo não sabendo cuidar de mim. Nem desse coração bobo. Tão bobo. Eu sou tão pequenininha...

O bruxo disse:
- Boa noite, andorinha.
E a andorinha respondeu:
- Eu acredito em Deus.
E ele completou:
- e eu no amor.
E a andorinha voltou a chorar lágrimas com soluço. De tanto que sente. E sente que não sabe amar. E que não foi boa o bastante... que não valeu o seu melhor, porque ainda assim era pouco.
E lembrou daquela velha música de ninar...

"Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho,
vuô, vuô, vuô, vuô...
e a menina que gostava tanto do bichinho,
chorô, chorô, chorô, chorô..."

O problema é que nessa canção ele pede pra menina esperar... E na vida real, com o pássaro livre de verdade, a menina não sabe se é pra manter a esperança ou se deve procurar fazer o sentimento morrer. (como se fosse possível querer assim. e fazer assim)

Os olhos tão pesados. E o ruim é saber que não é sono.

Hoje dói dor grande.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Uma aprendizagem.

Eu não sou Lorelay. Definitivamente. Talvez seja até aquela do conto alemão, embora não tenha rabo de sereia e nem saiba cantar... Mas não aquela da Clarice. Aquela não.
Eu uso mais palavras que ela. E eu sinto dor. Com força. Nunca a deixei de lado. Vivo de alegria sim. Gosto de sorrir. Tento sempre. E sempre que consigo é de um lado ao outro do rosto. Porque sim, eu gosto de tudo muito. Mesmo que seja dor. Daí eu sinto ela bem sentida. Pra depois parar. É verdade. Também funciona assim com alegria. Ou com o desespero. Medo? Ah! Eu sou tão medrosa! Mas às vezes visto minha capa de super poderosa e fico numa coragem!!!

Mas não. Não sou Lorelay como pensei.
E nem ele Ulisses também.
Embora seja tão inteligente como. E me faça apaixonar por isso. E por ele todo. Seu jeito misterioso. É. Ele tem o mistério e a inteligência de Ulisses. Ah! E a vontade de me ensinar sobre os prazeres da vida.
Mas não sente aquele amor por mim. Isso ele não tem.

Ei! Espera! Mas é claro que ele não tem! Eu não sou Lorelay. Não sou. E se eu cantasse, e cantasse bem, talvez viessem outros pescadores, apaixonados, com muita vontade... mas não viria o meu Ulisses... esse Ulisses não.

É. Pára de pensar.
Se ele fosse Ulisses, e eu Lorelay, ele pediria pra eu continuar sentindo, mas para não falar tanto assim... Num é? Tá. Eu tento me calar. Da próxima vez eu tento...

Uma aprendizagem? Ou livro dos prazeres...

terça-feira, 6 de junho de 2006

live / leave

"I've always thought
That I would love to live by the sea
To travel the world alone
And live more simply
I have no idea what's happened to that dream
'Cos there's really nothing left here to stop me
It's just a thought, only a thought
But if my life is for rent and I don't learn to buy
Well I deserve nothing more than I get
'Cos nothing I have is truly mine"
Andaram escrevendo por mim................ ou é só mais um sentimento comum aqui dentro. que seja.

"lembra que o sono é sagrado..."

"O mistério da vida é o sono."

(e macela ajuda mesmo. em companhia do benzinho então, nem se fala. abraço antes de dormir faz bem. chá quentinho também. evitar café ou coca-cola. tartaruga de pelúcia dá um abraço gostoso. de 5 da manhã às duas e trinta da tarde também é um ótimo momento pra dormir. beto guedes faz o dia terminar bem. e o sono embala com yoga nitha. sinto falta do beijo de boa noite no pai e na mãe. dançar forró por duas horas antes de dormir é saudável. e receber um "boa noite" por mensagem ou telepatia, ai... é ótimo! e dormir a noite toda, sem acordar, sério, parece limpar as lentes de ver tudo feliz. e assim a gente não vê nada bege, ou vê bege, e sabe diferenciar. e sabe elogiar. e sabe aproveitar. porque sono gostoso tem sonho. até quando a gente acorda.)

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Conto de areia...

Você é filha de Ogum, eu, neta do sol.
É arrebatada e passional, e eu querendo respirar poesia.
Você canta pelos sete cantos, eu conto. Eu tento. Eu danço.
Eu também sou a tal mineira.
O meu avô daqui, (Salve, Vô Tonho!) bem sabe o quanto gostei de você.
Já te ouvi sabiá. Engraçado, eu me faço Andorinha...
Não canto. Não canto. Não posso.
Mas claro, Clara, eu te ouço.
De Candongueiro à Fuzuê. Seu som é samba. E samba eu danço.
Vê?
Eu também vim de Minas. E cá ainda estou. Ainda...
Daqui o que levo? Pó de minério?
Ando garimpando. Gente-ouro. E te encontro.
Sua lembrança, claro, e sua alma na voz de quatro mulheres de vestido marrom.
Descalças. E tem coisa melhor para os pés?
Tô juntando meu ouro em pó.
Pode ver daí? Hein?
Sabiá do céu de estrelas...
Ser de luz num céu de estrelas.

A lua sorri. Descobrir você foi um sopro bom.






"É tempo agora de partir
De ir embora
E procurar noutras manhãs
A minha aurora"

quinta-feira, 1 de junho de 2006

"Olha como são as coisas..."

SOLaris do terço?




De uma semana inquietante, metade preocupação, metade o que é mesmo auto-estima?, um resultado que... resultado?
Bom. Não sei nem o que dizer.
Era pra reclamar de um monte de coisas! Era pra isso que eu queria escrever! Dizer que eu não dou conta mais desse vulcão que me causa insônia. Ou dessa dor de estômago que me impede as risadas. E ainda dessas lágrimas que se chamam culpa. Queria reclamar de tudo isso e dizer que de repente eu precisava mesmo era parar de pensar. Ou tomar um tarja preta qualquer que me manteria mansinha tal qual cachorro anestesiado. Ou passiva a tudo. Porque às vezes cansa sentir demais as coisas.

Mas não. De repente foi uma cartinha, num origami que me trazia um coração, de uma menina/aluna que agradece uma atenção que eu nem sabia que sabia dar. Uma carta desabafo, desses que eu faço por blog (seja isso brega ou não). Uma carta que me abriu um sorriso sim, mas que me fez sentir caírem lágrimas que molharam aquele papel cheio de estrelinhas e palavras de um inglês gostoso. Sim, ela teve o cuidado de escrever em inglês.

Não dá mais pra reclamar. Não depois de um amigo-anjo, que aparece por apenas cinco minutos, após enfrentar uma estrada de meia hora, trazendo na mão macela pro travesseiro, folhinhas de chá (para, digo, contra dor de estômago) e ferrero rocher. Sabe? Um cuidado que não se espera e nem se sabe agradecer.

Não depois de uma conversa de bar com uma melhor amiga que divide a cerveja e os sonhos, os pastéis e os medos. Não se a gente pensar que, mesmo depois de tantos anos, ainda é possível sentir o mesmo carinho. Acho que isso é cultivar.

Ah... sem contar um e-mail que vem da Patagônia Argentina, com palavras tão doces...

Pois é, quando a gente pensa que tá tudo errado, num blues que a gente não escolheu, a gente olha pro céu de manhã e percebe que o azul de maio é realmente lindo.

Olha como são as coisas...