sexta-feira, 31 de março de 2006

Meu porto.

Agora eu encontrei o meu porto.
Meu porto seguro.
Meu porto alegre.
O porto onde ancoro meu barquinho frágil e encontro colo.
O porto onde consigo ficar em silêncio. ...E tudo bem.
Ou onde falo como pobre-na-chuva. ...E tudo bem.
Onde não preciso estar poesia sempre.
Onde posso chorar. Mas que acaba, inevitavelmente, em gargalhadas gostosas.
Meu porto.
Um porto com um cheiro lindo.
Um porto com música.
Com poesia.
Com solidão acompanhada.
Um porto que me desperta. Que me acorda. Que me surpreende.
E onde eu mato as saudades de mim.
Um porto meu. Todo meu. Sem que eu me sinta egoísta.
É conforto. Confiança.
Eu tenho um porto.
Estranho... assim navegar é ainda mais livre....................................

Hoje

Hoje é sexta-feira.
Eu só quero saber de não saber de mais nada.
É. Porque hoje é sexta-feira.



E hoje eu SAMBO com a minha confusão.




"Tem que dizer que sim
Não pode dizer que não
Pois o samba é bom
Quando levanta poeira do chão
Pois o samba é bom
Quando é batido na palma da mão"

quinta-feira, 30 de março de 2006

blogspot

O dábliou, dábliou, dábliou
O ponto
A Dri
O sol
O artigo definido
A cabeça
O coração
A tentativa
O desespero
A vontade
O medo
A queda
O anjo
A coincidência
A coincidência?
O estômago
A falta de ar
O Zico
A Ana
A poesia
A lua
O mercado
O sábado
A felicidade
O vôo
A liberdade
O sorriso
A lágrima
O som
A música
A minha vida inteira
O sonho
O ponto
O com

correio elegante - parte 1

Soturna Lua e Zico meu poeta, às vezes me falta energia. Especialmente quando é noite. Preciso da ajuda de vocês. E dessa luz. E do vinho. E do Chico ao fundo...
Assinado: AnaDri


Ana Laura, I think we better go shopping... Can you make the list? We need fruit, veggies, I guess... Well... we can't stop, right!? My name is Metaphor.


Paty e Cris, cês são lindas demais...
A caçula


A Minhoca tá com saudade das amigas "ocas". Oncêstão?


Amiga Guria, é bom acordar e olhar o porta-retrato que me lembra, diariamente, o quanto é bom ter......... :) Dri


Tia Leila! Tia Leila! Estou criando juízo! Pelo amor de Deus, tira ele daqui! Arranca logo este dente siso!

quarta-feira, 29 de março de 2006

sobre música.

Há uns dois meses talvez, ganhei 3 cds. Na verdade, ganhei 3, peguei dois emprestados (que até hoje não devolvi)... Mas enfim. A questão é que, por uma razão estranha, que eu não sei qual é, um destes cds ficou guardado. Não ouvi. Ontem a noite, arrumando minhas coisas, vi que ele tava ali. "Ventura".
Depois de "defumar" o quarto, como diz meu amigo de ombro quebrado, coloquei o cd e fui me deitar, ouvindo...

Foda. Muito foda.
Difícil não retornar a pensar, assim...

"Ventura" parace dividido entre letras me dizendo milhões de coisas que eu preciso ouvir, e outras que são as que eu gostaria de sair falando.
Foda. Muito foda.

Mas enfim, agora escuto todos cds. Embora este último esteja fazendo um bem estranho a mim. Talvez porque eu sou mesmo estranha.

É... a palavra barco sempre cruza meu caminho. Sempre me lembra sobre o meu caminho. Talvez seja esse mesmo meu meio de transporte. E talvez seja ele quem descreve minha personalidade, certo?
Vai saber..

Sobre sonho... deixa ele chegar.
É claro... eu morro de medo de um monte de coisas. Eu corro pra me esconder. Mas depois, aos pouquinhos, vou aparecendo de novo. Porque eu tenho o péssimo vício de acreditar... (coloquei outra fitinha de Nossa Senhora D'ajuda e fico tentando não perder a fé. - eu sou politeísta)

Se eu vou ficar esperando sempre?
Não. Eu gosto de movimento. E é preciso saber perder.

"Eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz"

Mas quando tiver que parar, eu paro.




Pode me chamar de pequena, cara estranho. Eu sempre gostei...
Para mim, o copo não está nem meio cheio, nem meio vazio.

Ou ele está transbordando... ou já acabou o que tinha dentro dele.
Entendeu?

terça-feira, 28 de março de 2006

a vida é, no mínimo, uma grande comédia

1

Verão. Areia e um mar calmo, com cicatrizes de uma tempestade há pouco... Um menininho nadando com seu pai.

Eles saem andando, em direção à praia, aonde provavelmente a mãe/esposa os esperava.
Tendo aquilo como um cartão postal em movimento - em zoon in, acredito – não resisto e falo para o pequenininho:
- Meu Deus! Será que é um peixe?
Ele, olhando pra mim com a carinha mais linda do mundo, numa espécie de “uai...”, responde:
- Não! Sou um menino! De bóia!

Ponto pra ele.

2

Elaborando um “teaser” para um concurso de criação de camisetas, decoramos o curso com recortes em cartolinas coloridas de camisetas com dizeres como: “aguardem”, ou “em breve”...

Atiçando a curiosidade dos participantes, em uma turma de adultos, fiquei perguntando sobre o que estaria por acontecer e tal.

Uma aluna se levanta e diz, seriamente:
- É pra lembrar o pessoal da importância do uso da camisinha no carnaval.

Ponto pra ela.

3

Trabalho desde os 16 anos. Este ano, das 8 da manhã até as 7 da noite. E as segundas-feiras até as vinte e uma horas e trinta minutos. Sim. E às vezes até aos sábados.
Bem, outro dia, uma conhecida, sabendo que acabei de me formar, me parou na rua e perguntou:
- E aí? Você não vai começar a trabalhar?

Milhões de pontos pra ela.

Usando o humor pra não pensar muito.
Sobre o coração?
Fechado para balanço.
Desculpem o transtorno.

segunda-feira, 27 de março de 2006

p&b

redesenha a vida, mulher.








"E agora o que sobrou:
Um filme no close pro fim.
Num retrato-falado eu fichado exposto em diagnóstico.
Especialistas analisam e sentenciam:"Deixa ser como será.Tudo posto em seu lugar".
Então tentar prever serviu pra eu me enganar.
Deixa ser.Como será.Eu já posto em "meu lugar"?
Num continente ao revés,em preto e branco, em hotéis.
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê. "


Sim. Eu estive lá. Foi 'maior' lindo.E cê é.
"eu danço salsa com minha confusão".

porque eu gosto de movimento.................................................................................................................................................................................

domingo, 26 de março de 2006

Waking...

Eu adoro apontar lápis. Especialmente os coloridos.
Se eu não fosse gente, e se não fosse andorinha, acho que seria peixe-palhaço.
Fico rouca toda sexta-feira.
Eu tinha dois amigos imaginários quando era pequena: Patman e Tubigue.
Eu detestava Roberto Carlos. Não que agora eu goste. Mas só consigo detestar uma pessoa por vez...
Ah! Não gosto da palavra "ódio". Na verdade, acho que eu odeio essa palavra.
(Eu sei mais gramática do que costumo usar...)
Acho que gosto de discutir relação. Droga!
Eu acredito em anjos.
Sou politeísta.
Não gosto de quem me quebra ao meio.
Eu mudo.
Do português, minhas palavras preferidas são: preferida e sutil.
Em inglês, napkin e extraordinary. (a segunda, por ligar signo e significante)
Tenho o "Fantástico Mundo de Bob" na cabeça e "Alice no país das maravilhas" no coração.
Queria ser a "Professora Maluquinha" do Ziraldo... Às vezes, me dedico às causas do Capitão Planeta. Outras, procuro aderir ao tema de Timão e Pumba... ou da "Sociedade dos Poetas Mortos".
Gosto de música árabe e comida mexicana.
Tenho alergia a gatos...
Falo errado (mas procuro evitar gerúndios).
Escrevo errado. E não escrevo bem... Não é, Roberta Veiga?
Entro todos os dias no blog da Ana.
"dream is destiny".
Penso demais. Filosofia do desespero???
"Your life is yours to create".
Eu tô tentando mudar. E melhorar. E sarar ...
Tô limpando minha janela para o mundo. E trocando as lentes unifocais por aquelas de ver tudo feliz.
Voilà
Quero decidir sobre quem eu sou. E de repente é por isso que quero escrever.
Porque não acredito que as palavras sejam inertes ou que estejam mortas. Pra mim, sentimento vira palavra. Dor vira palavra. Alegria idem. E quanto mais a tristeza.
Mas compreendo que não é passível quem não responde verbalmente.
Procuro ouvir a falta de voz dos outros.
Mas me sinto mal quando não escutam os meus berros de desespero.
Quero começar de novo.

Meu nome é Adriana.
Achei que estava dormindo. Estou tentando acordar, aos pouquinhos, em doses homeopáticas...
(Estou na sala de estar).
Noise and silence
Ana, Zico, Tamás, Ana Laura e Claudinha
"é como se partilhássemos as experiências por telepatia"
Adriana, "você não se encontrou, mas encontrou aos outros".
No final, uma caixa de bombom quase vazia... com um único lá dentro. O seu favorito.
E vai dizer que não é pra acreditar na vida?
Esfrega os olhos e veja se já acordou.
Bons sonhos...

sexta-feira, 24 de março de 2006

"exponho meu modo, me mostro"

"Eu canto pra quem?"

esquadro que eu mal sei usar.
janela aberta de frente pro-não-sei-o-quê.
tento prestar atenção. mas não consigo concentrar.
cabeça agitada pedindo tranquilidade. sem trema.
um sonho estranho. uma criança me fazendo rir.
e olha que dormi pouco.
cores de almodóvar. sim. eu não sonho em preto e branco.
duas mulheres andando com os braços esticados.
um homem tentando arredar as mesas e cadeiras para evitar que se machuquem.
esqueceram de tirar as mesas e cadeiras da minha frente.
eu já me esqueci várias vezes de fazer isso também.
às vezes a gente acaba achando que é pagamento.
dá uma dor de cabeça danada pensar assim.
aquele sentimento meio que remorso, meio que arrependimento, meio que culpa.
nada é por inteiro, nem consegue durar tempo demais.
ainda mais quando chega a autopiedade. socorro. livre-me desta também.
de repente se percebe que não adianta usar o controle remoto pra desligar a chuva.
e nossa escolha pode não ser acertada. é errada então.
tento passear no escuro também.
(não gosto muito de maiúsculas, desculpe)
falo "tipo" e nem sempre sei conjugar os verbos.
mas foda-se a gramática.
eu vejo tudo embaçado agora.
preciso trocar as lentes.
e limpar as lágrimas.
e calar o grito.
e desligar o som.

quinta-feira, 23 de março de 2006

hable.

A mi también me emociona el espectáculo. Yo me atrevo. Quiero tanto...

El brillo de las lágrimas.

Oscuro escenario.
Palabras como armas para huir de la soledad y de la locura.

Hablo a quien no puede oír.
Algunas veces soy relatora de mí misma.
Abriéndome.

segunda-feira, 20 de março de 2006

moça.

"Na frieza de um sorriso pintado."



Um sorriso só.
Leve.
Ou um estampado.
Uma vontade-parada-no-meio.
Um grito de liberdade rouco.
Uma independência emocional faked.
Um brinco de pérola emprestado.
Um olhar vago.
Um sonho.
A tênue linha entre a decisão tomada e o impulso.
A vontade de novo.
A alma-por-ser-dada.
O sorriso pintado. Aquarela.
A fotografia pelos meus olhos.

It's not about pretending........

domingo, 19 de março de 2006

"Se eu peco é na vontade..."

E saio me atirando assim, inconsequentemente. Sem pedir permissão a Iaiá. Sem seguir os passos ditados pelo pai. Como pode? Como posso?

Agora tira esse CD e tenta dormir.
Ok. No entanto...

sábado, 18 de março de 2006

"me leve pro futuro, eu sou um navegante."

Mas eu preciso confessar... eu morro de medo de ser covarde.

Quanto a amar tudo o que vai... e sobre o que fica:
É. O que fica é o sentimento pelo o que vai. No mais? Não tenho tanta certeza... nenhuma talvez.

- Tô esperando me ligarem da locadora. Acho que na segunda a noite eu assisto Waking Life.



  • Shiva, na tradição hindu, é o destruidor. A realidade é que ele destrói para construir algo novo.
[Descolecionismo para reconstrução. Fragmentos reformulados e recolocados.]



O trishula (ao lado) é o tridente que aparece nas ilustrações de Shiva.

"É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos.
Suas três pontas representam as três qualidades da matéria:
  • tamas (a inércia),
  • rajas (o movimento)
  • sattva (o equilíbrio)."









Eu amo aquilo que vai.
E me leva.

Eu sou um navegante.

quinta-feira, 16 de março de 2006

"amarra o teu arado a uma estrela".

E tenta. E vai...
(numa tentativa de recuperar a mania de acreditar em destino e sonhar).

"E os tempos darão safras e safras de sonhos, quilos e quilos de amor"
Então não desanima. Não deixa a desilusão fazer moradia fixa. Cria independência emocional mas nada de ser guiada por uma razão cega de carinho ou vontades.

"E aí tu serás o lavrador louco dos astros, o camponês solto nos céus".
Porque não deixará mais o medo te prender a qualquer coisa, ou esse coração apaixonado e triste insistir em seguir sangrando. Você verá a cura pra isso que chama de dor, e terá força novamente pra tentar. Seguirá livre e cantando (cantando bem? nem isso importará como obstáculo). Mas será dona de seu nariz e de suas emoções. Não se escondendo. Nada de jogos. Apenas uma sonhadora que não perdeu a vontade, embora nem todos os sonhos tenham sido alcançados.

"amarra o teu arado a uma estrela".

em fra g men to s...

Po r qu e ne m se m pre a ge n te te m a nos s a ver d a de mu i to cla ra. E ne m sem pr e a g en te tá por in t eiro. E ne m sem p re a gen te con se gu e dis fa r çar.

não vem.

O sono não vem.
O email não chega.
A vontade não pára.
O sonho não acaba.
A cabeça não relaxa.
O coração não conforma.
A alma não acalma.
O corpo não entende.
A alegria não fica.
A dor não sara.
As mãos não conseguem.
O tempo não passa.
A semana não termina.
O sol não aparece.
A chuva não cessa.
Os olhos não fecham.
Eu não dou conta.

quarta-feira, 15 de março de 2006

é que hoje não dá pra transformar em palavras.
Me calo.

segunda-feira, 13 de março de 2006

"Pronto pra comemorar..."

É preciso abrir os horizontes para observar o belo.

Belo Horizonte.
11 de março de 2006.

Marília e Dirceu.
Flávio Motta (com dois tês?)
poesia e vida.
um colo.
Mercado Central.
um bar.
duas histórias.
três mulheres (do caralho) e um poeta/homem.
violão.
amarras socias. --- ... ---

Belo Horizonte.
12 de março de 2006.

museu. BH - tempos e movimentos.
três mulheres (do caralho) e um amigo.
igreja da Pampulha.
água de coco.
parque de diversão.(agora eu entendi porque se chama assim)
milho verde
cinema. Mulheres do Brasil - pra arrematar.



Colcha de retalhos:
(vamos alinhavando, Adriana...)

"Imoral é viver a vida do jeito como os outros querem, e não do jeito que a gente escolhe".

"Minha jangada vai sair pro mar..."

"Tá esperando o quê?"

"Eu hoje represento a loucura..."

"Solta essas amarras, porque a gente se acostuma a viver amarrado. (...) Solta o que tá te amarrando, Ana!"

"Pega esse sorriso e espalha ele para todo o seu corpo, pra cada poro."

"Tô jogando meu futebol"

"Deus dá asas à minha cobra..."


Agora vê se aprende a costurar tudo...
AMÉM

sábado, 11 de março de 2006

foco

"My love is pure"embora cê nem enxergue. Embora isso não conte tanto.E você espera / incentiva que eu tenha outros focos.Eu amo dançar, sabia?!danço em frente ao espelho - canto junto.Gosto de beber sozinha, as vezes. Como hoje.Também tenho aquelas músicas que me envergonho de gostar... hahaaUm carro parou agora em frente a minha casa. And all I could think was... that it could be you.It's not Xmas, right!?Te vejo só em agosto agora?Tô assustada. apavorada. com medo. e cheia de esperança. Que ingênua.Mas não. Meu foco.Era disso que eu falava, né?!Eu amo dançar. Sim. dança do ventre, forró, dança de salão. Gosto de samba. E de toda música que faz / entra pelos poros.Não acaba por aí. Eu amo dar aula.Sou boa nisso? Sei lá. Mas me divirto, me sinto viva.Gosto mesmo.Optei por isso.Gosto muito de sorvete de flocos. Mas disso eu ando cansada...Sapos? é... lembra do medo.Quando cheguei em casa só conseguia pensar nisso. E se tivesse um bem na frente do carro? acho que eu pegava e colocava na boca.Tô corajosa. HAHHAHAMas passa. Amanhã o pânico volta e esse pensamento me faz sentir nojo.O que eu tenho de Fiona?Ah...Eu acredito em fairy tales.As vezes acho que faço parte de um. Outras, me vejo numa pintura.Um quadro que meu pai tinha quando eu era pequena. Duas pombas na ponta de um banco de praça, em frente a uma lagoa.Outras, lembro da gaivota no quadro da parede de Cabo Frio.Eu fico escrevendo como se tivesse falando com você. De repente nem me importo se tem mais alguém ouvindo o que eu tenho pra falar.Li "um sopro de vida" da Clarice. Na verdade, é um cuspe. Ela cospe, vomita o que tem na cabeça. Diferente disso? Sim... eu vou cuspindo o que tenho no meu coração. É claro, as vezes a cabeça atropela, ou as mãos não acompanham. e alguma coisa fica por ser dita. A cerveja tá esquentando. E de repente eu não quero mesmo parar. Eu não queria ter vindo embora. Ia pro aniversário com você. Cumprimentava todo mundo. Sorria puxando os olhos quando alguém me dissesse algo não tão agradável. Não fingia. Seria irônica. Eu faço isso as vezes. Não que me orgulhe. Mas é que também não acho que mereçam coisa diferente.Tô ouvindo a mesma música pela quinta vez. E nem te conto qual é. Acho que faz parte das que não me orgulho tanto de gostar. Só digo que o cara tem uma voz estranha, quase irritante.E todas as outras músicas dele me cansam. Mas essa não.Barulho lá em cima. Abaixo o som. De repente alguém acordou por minha causa.Cê é lindo.Cabelos, olhos, pele. Sei lá.Além do que mais gosto em você...Essa conversa podia parar por aqui. Mas tomara mesmo que eu veja isso a tempo amanhã de apagar. Pelo menos antes de você ler. Ou então eu fico sem graça. Da conversa que queria ter tido.High...Meu foco?é... não adianta... é você.

sexta-feira, 10 de março de 2006

vain

"vãs. todas as coisas que vão."
E aquilo que fica?
O pensamento que fica?
A saudade que fica?
A dor que não passa?
Os joelhos que tremem? (Sempre!)
A cabeça que não pára?

Então é porque não é vão.
Mas eu amo o que vai. Não é?
O circo. Lembra?
E o que deixa rastro.
Mas se são vãs, as coisas que vão, como fico?
Eu fico. O pensamento fica.
O que vai e é vão... paixão.
E o que fica?
A gente inventou. A gente inventou! [em forma de grito]

São verbos.
Pára com isso tudo, adriana.
Pára. Não chora. Não reclama.
Vai também. Pois você é vã.
O pensamento que fica?
Sai. Sai. Sai daí!
Me pega no colo porque eu te pedi.
Se me quiser a mais................
...
sai! sai!
Ô pensamento em você...


'Cause I'm still waiting in vain...

enquanto você chorava...


"você vive igual as andorinhas
se mudando, se mudando..."

...

pára de falar agora, Andorinha.
Voa.

quinta-feira, 9 de março de 2006

"pra não dizer que não falei das flores"

Flowers of ink
Reason made of nonsense.
Desire.
And the death of wanting.
Not only.
Pleasure.
Working on...
Trying hard!
Establishing new dreams and goals.
(You look good in red)
The thought.
The fight.
I fought. I wanted. I tried. I failed.
Warming up for the next battle?
Stop thinking.
It's not like in a fairy tale.
très bien.
Love of ink.

quarta-feira, 8 de março de 2006

Estações. Floresta. Destino.

"o inverno caminha, segue seu distinto curso como faz a primavera"


Dia 20, às 15 horas e 26 mintuos - outono.

de poemas místicos do oriente.

"Se oriente, rapaz
Pela constelação do Cruzeiro do Sul
Se oriente, rapaz
Pela constatação de que a aranha
Vive do que tece
Vê se não se esquece
Pela simples razão de que tudo merece
Consideração"

"A alegria não morre quando se vai a primavera. O pavor da morte é uma quimera que se insinua no coração. Pois quem vive uma primavera é como se houvesse vivido séculos."


23 de setembro, uma da manhã (e a três segundos de tal hora) - primavera.
"Dá-me a flauta e canta!"
Porque se é de sol que se faz poesia, quando o dia cair, o que me resta? Pois se é de lua que se tece serenata, quando a manhã chegar, o que eu canto?
Aliás, são de estações que se vive uma mulher. Da primavera dos seus olhos, do outono dos seus poros, do inverno do seu intelecto e do calor rompante e impetuoso do seu coração.
De mais a mais, hoje chove (chuva miúda) em mim: gotinhas de um sonho que não brotou. Mas fica tudo bem e no final, só tenho flores pra dar... Afinal...
"o lírio é uma taça para o orvalho".

terça-feira, 7 de março de 2006

Eu amo tudo que vai.

O universo é movimento.
Pulsação. Oscilação entre opostos. O universo é dual:

fenômenos da natureza...
estímulos às nossas vísceras...
a tênue linha que leva da extrema felicidade (êxtase) à amargura interna.

Passando para o número 5.
5 sentidos. 5 emoções básicas.
Tal qual o melhor romance.
Um eletrocardiograma dizendo: você está viva.
Seja bambu.
Seja diástole e sístole.
Seja inspiração e expiração.

Mas não pare.

segunda-feira, 6 de março de 2006

leio agora.
paro de escrever.
não sei não sentir. é vero.
um grito preso.
agora eu só leio.
se faço, não descanso.
eu vôo.
um salto preso.
não escrevo.
"Normalmente, cada um de nós é um solitário e um incomunicável.
O sujeito vive roendo a própria solidão como a uma rapadura."

Nelson Rodrigues

domingo, 5 de março de 2006

PUTA QUE PARIU MERDA CARALHO PORRA.

ufa...

papo de domingo...

Gustavo Feel the Love Generation... diz:
adoro quando vc coloca esses nicks... espirito de liberade
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
hehe
Andorinha... diz:
é minha vontade de me libertar... impulsiona
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
muito bom
Andorinha... diz:
é... é impulso.
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
vc costuma agir por impulso? rs
Andorinha... diz:
muito...
Andorinha... diz:
tento evitar as vezes, mas daí me frustro.
Andorinha... diz:
preciso atender aos pedidos dos meus "dragões internos"
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
o q eles te pedem com mais frequencia?
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
hehe
Andorinha... diz:
pra eu gritar, ou pra eu escrever...
Andorinha... diz:
pra não me calar... entende?!
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
entao vc ta no caminho certo
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
escreve tao bem
Andorinha... diz:
será?
Andorinha... diz:
Mas não funciona, Gu...
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
nao sei se grita
Andorinha... diz:
eu me liberto.
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
ahaha
Andorinha... diz:
mas não volta pra mim o que eu quero.
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
pq sera q a gente sempre pensa assim?
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
eu tava pensando nisso ontem
Andorinha... diz:
pq a gente é ingrato, né!?
Andorinha... diz:
hehe
Andorinha... diz:
ou pq nossos sonhos são grandes demais..
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
pode ser uma boa resposta
Andorinha... diz:
esperamos demais...
Andorinha... diz:
queremos demais...
Andorinha... diz:
e acabamos esquecendo de observar o que conseguimos.
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
exato.. a gente tem tanto ne... mas "eu quero sempre mais..."
Andorinha... diz:
isso mesmo. E quando a gente quer com força... ai, ai...
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
eu tenho medo de ser mal compreendido
Andorinha... diz:
O dia tá lindo, um sol daqueles que todo domingo merecia ter... e eu, sufocada.
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
por querer muito e insistir nesse muito
Andorinha... diz:
eu sei. tal como eu. Mas tenho a péssima mania de ter uma esperança crescente dentro de mim...
Andorinha... diz:
e não desistir. e tentar. e cair. e me ferir. e me levantar. e tentar mais uma vez.
Andorinha... diz:
ô, menina boba, meu Deus! hehe
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
eu vou nessas etapas todas
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
so nao tento de novo
Andorinha... diz:
é?

Gustavo Feel the Love Generation... diz:
guardo pra mim
Andorinha... diz:
cê consegue?
Andorinha... diz:
não te sufoca?
Andorinha... diz:
cê não se sente mal?
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
na maioria das vezes me faz mal... mas eu prefiro explodir na hora certa
Andorinha... diz:
entendo...
Gustavo Feel the Love Generation... diz:
sera q tem hora certa?
Andorinha... diz:
eu explodo todos os dias.

sábado, 4 de março de 2006

O mundo é bão, Sebastião

"Como sonhar pra quem dorme
E deixa o cansaço acalmar lá em casa
Como soltar o mundo inteiro com asas"

Segue caminhando.
É bom rezar. É bom se perguntar o que é o amor. É bom observar borboletas azuis e flores vermelhas acima - lá em cima.
É bom seguir andorinha, acompanhada de libélula.
É bão. É bom. Faz bem.
É bom sentir o silêncio na curva. E respirar com calma.
É bom entender sobre a vida, buscar meu eixo e procurar educar minha alma.
"calma alma minha, calminha"
É bom.
"O mundo é teu, Sebastião".

sexta-feira, 3 de março de 2006

Thaí.

São 9 anos. Hoje. A escola, a preocupação, a rosa que me entregaram, o banho que não consegui tomar sozinha, o nome que não queria ouvir, não. não. Não diz que ela também. As lágrimas. O medo de dormir. O remédio forte demais e eu só tenho 13 anos. Minha amiga. O dia anterior. O jogo do Villa, lembra João Rafael? A gente tava tão feliz. Você era força, sabe?! Era a coragem que eu queria ter. Menos emoção que eu. Bem mais razão. Mais forte. Mais você mesma. "eu não tô nem aí se eu tô feia ou bonita". Nove anos. Dá pra acreditar? Parece que me puxaram de lá. Daquela infância gostosa que a gente vivia juntas. Juntos nós todos. Vejo a Laurinha as vezes. E até o Rafael. As vezes lembro de uma risada, bem específica. Bati meu carro no carro do Kiko. Lembra da brincadeira de desenhar relógios? O escritório agora é em outro lugar. Eu sou professora. Aonde a gente estudava. O Dênis tá lindo. Grandão tal qual Marcel. Cê nem ia acreditar. Eu não jogo mais futebol. Continuo com medo de sapos. Sua mãe se tornou um grande exemplo pra mim. Eu te amo. Eu te amo muito. O tempo ajuda. É verdade. Apesar de terem me falado isso quando a dor era tão pesada que parecia arranhar meu peito. Não consegui ler nenhum livro que me deram. Nem Violetas na Janela, nem Nosso Lar. Mas foi amenizando. Cê virou lembrança boa. E a história toda, aprendizado. O ponteio é um lugar estranho de passar. Sua foto tá no quarto. Cê ainda é minha amiga. E também a estrela mais linda do céu. O Dênis, meu maior pedido. E a vida aí, me levando. Cê sabe como eu sou...
9 anos hoje. E lembrar ainda faz doer.

"Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato"

quinta-feira, 2 de março de 2006

bom demais ou nunca mais?

e no final, um mar de pessoas azuis sincronizadas.

... Pra começar, a falta de compreensão. O sentimento de não conseguir harmonizar a energia interna com a do ambiente.
Inconformidade e um ego latente demais querendo se impor como diferente.
Até que se encontra... até que você se encontra.
Ou tenta. Whatever.

Um bom amigo, seu irmão e os seus. (Taí, mais uma vez mencionado no blog!) Numa esquina bucólica. Cena e cenários extremamente contraditórios. hahaha...
Falha do roteirista? Não. Descolecionismo.
Um quebra-cabeças montado com flocos de cereal.

Momento 2.
A estrela que apareceu sozinha em noite nublada. É noite?
Noção de tempo cada vez menos precisa. Um pedido.
"Star light star bright. I wish I may, I wish I might, make all my dreams come true tonight."


3? Uma banda de gente do bem, tocando música da boa, dos bons e velhos tempos (vai saber...), em frente à casa-outdoor.

Uma amiga que virou irmã. Momento 4. Para compartilhar o último e melhor dia. - na terra dos smurfs - hahaha

E mais um monte de memórias que só fazem ressaltar: guarde sua verdade pra você. Ou escreve. Cê fala demais...
De lá pra cá, tirando a tremedeira das mãos, a tentativa de 'guardar'.
Menos libriana, Adriana? Não. Só Dri em silêncio.

"Todo carnaval tem seu fim"